Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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Jarbas Vasconcelos e Fernando Bezerra
Jarbas Vasconcelos e Fernando BezerraFoto: Divulgação

Emissários já vinham atuando para fazer o meio de campo. Acenos vinham se sucedendo e, nos bastidores, alguns passos, anotados pela coluna, denotavam pacificação. O primeiro encontro dos senadores Jarbas Vasconcelos e Fernando Bezerra Coelho, no entanto, para acertar uma “convivência pacífica” após a extensa briga pelo comando do MDB em Pernambuco só ocorreu esta semana. Os dois foram à mesa, em Brasília, na última quarta-feira. Fernando pedira a audiência ainda no período de Carnaval. Ao sinal de positivo, dirigiu-se ao gabinete de Jarbas Vasconcelos na Casa Alta. Fez visita para propor uma convivência pacífica e civilizada no partido. A conversa foi cordial. Também estavam presentes Fernando Duere, suplente de Jarbas, e o presidente do partido em Pernambuco, deputado federal Raul Henry. Como a coluna publicou com exclusividade no último dia primeiro, Jarbas e Henry chegaram a ser consultados se fariam objeção a Fernando assumir a liderança do governo Jair Bolsonaro no Senado. Na ocasião, foi o senador Marcelo Castro (MDB-PI) que fez as vezes de emissário do líder da bancada do MDB no Senado, Eduardo Braga. Marcelo passou pelo gabinete de Jarbas, no início de fevereiro. Henry também estava por lá. Jarbas e ele registraram não estar ali para vetar ninguém. O sinal verde foi um gesto. Herdeiro de Fernando, Miguel Coelho, em entrevista ao programa Folha Política da Rádio Folha FM 96,7, também acenara para um entendimento entre seu pai e Jarbas. “Essa briga não é boa para ninguém”, defendera Miguel. E foi adiante: “Inclusive, acho até que com Jarbas no Senado pode facilitar o diálogo dos dois para que se busque entendimento e que se divida espaços”. Resultado: o diálogo avançou, rendeu uma conversa tête-à-tête e, daqui para frente, a regra é uma “convivência civilizada”. Com 2020 no radar, a briga interna vai ficando para trás.

O “timing” de Maia
Na reunião recente que teve com os líderes, o ministro Paulo Guedes deixou claro que quem faz o “timing” da Reforma da Previdência e da PEC do pacto federativo é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Líder do PSD, André de Paula realça essa colocação feita por Guedes: “Ele disse isso, lá, com muita clareza”.

Construção > “ O tempo disso, o momento em que isso vai tramitar, a conveniência política de tramitar (PEC do pacto federativo) ao mesmo tempo ou de esperar que aprove a reforma da previdência, quem vai ditar isso é o presidente da Câmara e, na sequência, o presidente do senado”, registra André de Paula.

Necessário, mas... > Na carta que os governadores do Nordeste assinaram, ontem, após encontro no Maranhão, registram que são contra a desvinculação do Orçamento e consideram a Previdência “um debate necessário”, contudo se posicionam “em defesa dos mais pobres”.

...sem digital > Os governadores defendem que “o peso dos déficits não pode cair sobre os que mais precisam da proteção previdenciária”. A conduta dos gestores está no radar do Governo Federal. Como a coluna registrou, há percepção de que eles defendem a reforma no privado e, em público, “fazem demagogia”.

Fardamento 1 > A conselheira Teresa Duere, do TCE, suspendeu a compra sem licitação de fardamento para as escolas estaduais. O Ministério Público de Contas havia apontado irregularidades na dispensa emergencial.

Fardamento 2 > A deputada estadual Priscila Krause apresentou ofício, ao TCE, no último dia 21 de fevereiro, questionando os preços praticados.

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