Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
André de Paula, líder do PSD na Câmara Federal
André de Paula, líder do PSD na Câmara FederalFoto: Divulgação

Uma parte dos líderes já aconselhava, nos bastidores, que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não se envolvesse tanto na Reforma da Previdência. Aliados advertiam que ele estaria "comprando uma briga" que não era sua, enquanto o governo "não se mexe". No Congresso, a semana azedou para reforma na quarta-feira. Daí, enveredou por troca de farpas entre o ministro Sérgio Moro e Maia 

e avançou para o que os deputados criticam como "chacotas" e "ataques da militância virtual" contra o presidente da Câmara. "O primeiro ponto ruim foi na quarta, quando o Congresso conheceu a proposta do governo para a reforma dos militares. O Congresso esperava que o governo fosse dar o exemplo. A proposta foi pífia. No dia seguinte, houve bate boca e agressões nas redes entre o governo e o principal fiador da reforma, que é Rodrigo Maia", pondera, à coluna, o líder do PSD na Câmara, André de Paula. E emenda: "Espero que o bom senso, o equilíbrio e aquilo que nos une, que é o compromisso com o Brasil, volte a prevalecer a partir de segunda". André admite que Maia "passou do tom" nas alfinetadas em Moro, mas pontua: "Tenho convicção, porque conheço ele, que não apenas ele percebeu, como ele, em função do tamanho do desafio que tem, vai arrumar essa casa. E um gesto de Moro ajuda muito". Ontem, o ministro da Justiça disse que pretende "conversar com o Rodrigo Maia e esclarecer isso", assim como a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, saiu em defesa de Maia nas redes, o que também foi feito pelo herdeiro do presidente, Flávio Bolsonaro, que, no Twitter, registrou que Maia "é fundamental na articulação para aprovar a Nova Previdência". Na análise de André, os gestos contam muito, mas o de Moro carrega ainda mais simbolismo. "Precisamos de bombeiros, não precisamos de incendiários", arremata André de Paula.

Sem criminalizar
Procurador eleitoral em Pernambuco, Wellington Saraiva reagiu, na rede social, às sugestões de que o Ministério Público pode ter interesse de criminalizar a política. "O MP não busca criminalizar a política. A política, quando exercida legitimamente, é uma das mais nobres atividades humanas. O que o Ministério Público busca é punir políticos criminosos", diz Saraiva, que fala em "afetar tanto o status quo da velha política".

Bíblico > Dois dias antes da prisão de Michel Temer, o juiz do caso, Marcelo Bretas, postou em seu Twitter uma passagem bíblica: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda" (Provérbios 16:18).

Alheio...> O Governo de Pernambuco já estreita o contato com a Aena, estatal espanhola que venceu o leilão para administrar o Aeroporto do Recife e outros cinco terminais do Nordeste, após lance de R$ 1,9 bilhão.

...aos... >
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, conversou na última terça-feira, por telefone, com o CEO da concessionária, Maurici Lucena Betriu. O executivo espanhol se disse animado com o resultado da disputa e prometeu vir ao Recife em breve.

...palanques > Na arena política, o deputado federal Felipe Carreras vinha combatendo o modelo de privatização em bloco do aeroporto e já apresentou requerimento aos ministros Tarcísio Gomes e Paulo Guedes pedindo o detalhamento da destinação do R$ 1,9 bilhão pago pela Aena. No ambiente de negócios, a temperatura parece mais baixa.

Roteiro 1 > O senador Jarbas Vasconcelos seguindo o roteiro de visitas e encontros institucionais, que incluem desde reunião com o governador Paulo Câmara a conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, esteve, ontem, no Tribunal de Contas do Estado.

Roteiro 2 > Reuniu-se com o presidente, Marcos Loreto, demais conselheiros e com a procuradora Germana Laureano, do Ministério Público de Contas.Recebeu medalha comemorativa dos 50 anos do órgão, pois estava em viagem na data da entrega aos demais homenageados.  

veja também

comentários

comece o dia bem informado: