Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
Ministro Sérgio Moro
Ministro Sérgio MoroFoto: José Cruz/Agência Brasil

De Pernambuco, três parlamentares estavam na comissão especial do Congresso, que discutiu, ontem, a reforma administrativa do governo Jair Bolsonaro. Dois votaram contra a a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Sérgio Moro. Defenderam a permanência com Moro: o deputado Daniel Coelho, do Cidadania, e o senador Fernando Bezerra, líder do governo no Senado. O terceiro nome do Estado, Túlio Gadêlha, não esteve presente na votação e o suplente, Subtenente Gonzaga (PDT-MG), votou pela transferência do Coaf para o Ministério da Economia. Dos partidos, fecharam questão pela permanência do orgão com Moro: Cidadania, PSL e Rede. Os demais tiveram votações fragmentadas. Para tentar aprovar a medida provisória da reforma administrativa, o governo chegou a concordar com o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas, Cidades e Integração Nacional. Ao final da votação, ontem, havia deputados estranhando que o Planalto tenha feito tal concessão para contemplar, exatamente, o “centrão”. Essa ala concentra boa parte dos parlamentares que votaram para retirar o Coaf de Moro, contrariando o governo. “Contemplaram quem derrotou o governo?”, questionou um deputado em reserva, referindo-se ao “centrão”.

O ex-deputado Alexandre Baldy, nome mais cotado para o Ministério das Cidades, é filiado ao PP, mas os próprios progressistas realçam que a relação dele é muito mais estreita com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. E mesmo a indicação de Baldy para a Secretaria de Transportes Metropolitanos do governo João Doria foi feita por Maia, segundo integrantes do PP. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, esteve entre os 14 que votaram pela transferência do Coaf para o Ministério da Economia, reforçando o sentimento de deputados que estranharam a estratégia do governo.


     

 

Túlio votaria por Coaf com Moro

 

O deputado Túlio Gadêlha, à coluna, informou que tinha posição divergente do seu partido, o PDT, o qual fechou questão pela ida do Coaf para o Ministério da Economia. “Por uma questão de fidelidade partidária, a gente optou por deixar o suplente votar”, justificou Túlio, que deu lugar ao Subtenente Gonzaga (PDT-MG). “Se fosse votar, votaria pela permanência com Moro”, reforçou.
Volta à Folha > A partir da próxima segunda-feira, o jornalista Magno Martins volta a assinar coluna cobre os bastidores da política nacional e local na Folha de Pernambuco, a qual será veiculada de segunda a sábado. Ele fará ainda participações no programa Folha Política, da Rádio Folha 96,7 FM. Seja bem-vindo, Magno!
Ajuda aqui para... > Paulo Guedes participou da reunião de Jair Bolsonaro com os governadores do Nordeste e, mais uma vez, segundo os presentes, repetiu que só será possível socorrer os estados se a Reforma da Previdência for aprovada.
...eu ajudar aí > Os gestores seguem avaliando que o presidente só fala do que lhe interessa. Priorizaram Educação e Obras na conversa, assinaram outra carta, mas fazem objeções a essa proposta de reforma que o governo está defendendo.
Preparativos > Em Olinda, haverá posse, hoje, da comissão provisória do MDB , que terá como presidente o empresário Breno Aguiar, da CDL Olinda, e como vice-presidente o médico Pablo Cavalcante. Presidente do MDB-PE, Raul Henry participa de almoço organizado pelo CDL, no Hotel Costeiro. “Estamos preparando o MDB para as eleições”, grifa o dirigente.

 

veja também

comentários

comece o dia bem informado: