Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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O vereador André Régis, concede entrevista exclusiva para Folha Política
O vereador André Régis, concede entrevista exclusiva para Folha PolíticaFoto: Jose Britto / FolhaPE

Ainda em 2015, ano em que a presidenta Dilma Rousseff, logo após ser empossada, definira como novo lema de governo o “Brasil, Pátria Educadora”, a Educação não escapou do momento economicamente conturbado e o MEC terminou sofrendo cortes da ordem de R$ 10,5 bilhões. Ontem, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, o vereador André Régis, que é professor da Universidade Federal de Pernambuco, fez o seguinte registro: “Em 2015, o governo Dilma Rousseff cortou R$ 9 bilhões da Educação Superior no Brasil, mais do que os R$ 7 bilhões do governo Bolsonaro. Não é a primeira vez que acontece. É preciso que a gente entenda que a situação é mais grave que simplesmente um corte”. André prosseguiu, realçando que a pasta está “completamente perdida desde o anterior ministro (Vélez Rodriguez)” e que “não há um programa que a gente possa dizer que resultará num projeto para Educação nacional”. André, então, chamou atenção para a “linguagem do confronto” adotada pelo governo. “Parece que não conseguem outro tipo de aproximação, de entendimento.

Esse parece que é o habitat natural de Jair Bolsonaro e de seu clube mais próximo, justamente esse do confronto”. Vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o auxiliar da gestão Paulo Câmara, Fred Amâncio, faz uma avaliação que também vai além do corte, mas mira o contexto. “Provavelmente, o que está mobilizando o País é o fato de o governo não estar demonstrando dar prioridade à Educação. Pelo contrário, parece que está criando polêmicas envolvendo a Educação”, resumiu Amâncio à coluna. É como se falas polêmicas dos ministros tivessem soado como pequenas agressões que resultaram num caldo de insatisfação, o qual entornou, ontem, com manifestos por todo País. Ontem, indagado sobre o movimento, o presidente Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos, classificou os manifestantes como “uns idiotas úteis, uns imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil“. Os cortes, no entanto, atingiram também a Educação básica. O bloqueio do MEC vai da Educação infantil à pós-graduação, não mira só as universidades. E o incômodo uniu a base e a oposição no Congresso.

 

Weintraub de Sobral
Durante a fala feita no plenário da Câmara, ontem, o ministro Abraham Weintraub disse ter origens em Sobral, no Ceará. "Apesar desse nome que eu tenho, que parece uma estação de rádio, minha família está no Brasil desde sempre. Eu sou descendente de índios”, sapecou.
Na rua > Deputados federais se engajaram, ontem, na manifestação em Brasília contra os cortes na Educação. Entre os pernambucanos, Danilo Cabral, João Campos e Túlio Gadêlha.
No Fórum > O presidente da Faepe, Pio Guerra, recebe, hoje, o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Governo Federal, Fernando Schwanke, na reunião do Fórum das Secas. Em debate, as iniciativas para mitigar a estiagem no Semiárido.
Reciclagem > A vereadora do Recife, Goretti Queiroz, realiza, hoje, audiência pública para discutir políticas sobre a reciclagem de lixo. Empresas e representantes da Emlurb, Cipoma e Agência Estadual do Meio Ambiente participarão.
Caravana > Isaltino Nascimento e Diogo Moraes saem em defesa do Sistema Único da Assistência Social. A primeira parada será em Carpina, hoje, às 10h, na Escola Técnica Maria Eduarda.

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