Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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João Dória e Jair Bolsonaro
João Dória e Jair BolsonaroFoto: Vanessa Carvalho/Folhapress-Evaristo SA / AFP

No PSDB, não restam dúvidas de que o presidente Jair Bolsonaro elegeu o governador de São Paulo, João Doria, como seu adversário para 2022. Começou a chamar o tucano mais intensamente "para briga". No centro desse debate, brotam, dos dois lados, comparações com o PT. Ontem, ao reagir ao último ataque do chefe do Planalto, Doria cuidou de comparar Bolsonaro ao ex-presidente Lula. Bolsonaro havia chamado o tucano de "ejaculação precoce" e o acusara de não ter "apoio popular". O presidente fez a declaração à Folha de S. Paulo anteontem. Quis dizer que o tucano não era uma candidatura competitiva para 2022. Doria, então, reagiu lembrando que Lula adotou julgamento semelhante em 2016, quando ele acabou eleito em 1º turno, em São Paulo, derrotando Fernando Haddad. Da mesma forma que essa não é a primeira troca de farpas entre Doria e Bolsonaro, também não é a primeira vez que a comparação com o PT entra em cena. Presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo chegou a assinar uma nota para defender "o legado social-democrata do PSDB para o Brasil". O dirigente subiu o tom diante de críticas subsequentes do ministro Paulo Guedes à social-democracia após perceber que a tese de Guedes integrou o documento oficial dos 200 dias de governo. Bruno rejeitou duramente que se gere uma confusão entre PT e PSDB. Ao final da nota, cravara: "Social Democracia não é PT. Não somos PT". A partir daí, virou regra no tucanato tornar clara a separação do Bolsonarismo e João Doria começou a investir em contrapontos ao presidente da República. Os dois são candidatos ao Planalto em 2022, mas essa saída da agenda administrativa com tanto tempo de antecedência não tem sido vista com bons olhos nem mesmo entre os tucanos. Insistir em política na entressafra das eleições pode também não soar bem aos olhos do eleitorado. Pelo sim, pelo não, Doria tem reagido e, dessa vez, devolveu o açoite usando a mesma fórmula que o time de Bolsonaro vinha adotando em relação ao PSDB.


Em torno de Bivar
Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar reúne, hoje, a classe política na Arcádia de Boa Viagem, às 18h30, quando comanda o lançamento, no Recife, de seu livro: “50 formas de amar. Uma é matar”. Haverá sessão de autógrafos seguida de coquetel.
Autógrafos > A obra conta a história de um empresário, Rick Benelli, que recebe diagnóstico terminal de aneurisma, procura, então, ajuda de uma psicóloga, quando conhece Suzie Flexmer e o romance se desenrola nas ruas de Nova York, Veneza e Paris.
Tribuna > Em Brasília ontem, Felipe Carreras voltou a subir o tom na direção do PSB. Desta vez, fez isso na tribuna da Câmara Federal. Avisou o seguinte: "O Partido Socialista Brasileiro não vai me calar, não vai calar os meus colegas”. Acrescentou que sua voz representa 114.268 pernambucanos e que, junto com os deputados suspensos, dá quase um milhão de votos. Reforçou que a decisão foi "covarde" e cravou: "Não vou admitir perseguição".
Olhando... > Por unanimidade, foram aprovados na Alepe, em primeira votação, três projetos de Gleide Ângelo referentes a medidas de combate à violência doméstica e familiar e à Segurança.
...por elas > Entre eles, um determina reserva de 5% das unidades dos programas habitacionais às vi´timas de viole^ncia dome´stica e outro autoriza o Estado a usar vei´culos apreendidos em decorre^ncia de ili´citos penais ou infrac¸o~es administrativas.
Longo Prazo > Por sugestão de Ivan Moraes, a Comissão do Plano Diretor faz, hoje, reuniões para acolher sugestões de dois planos. Pela manhã, recebe o Recife 500 anos. À tarde, o Parque Capibaribe. 

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