Folha Política

Renata Bezerra de Melo

ver colunas anteriores
Priscila Krause, deputada estadual pelo DEM, na Rádio Folha.
Priscila Krause, deputada estadual pelo DEM, na Rádio Folha.Foto: CAIO DANYALGIL

A deputada estadual Priscila Krause tem na ponta da língua características que fazem do ex-ministro Mendonça Filho um perfil adequado para representar as oposições na corrida pela Prefeitura do Recife em 2020. Ela enumera: "Tem capacidade de gestão, competência comprovada efetivamente, coragem para tomar as atitudes que precisam ser tomadas, a partir da prática do diálogo. Ele mostrou que a vida dele é desse jeito. Foi o candidato ao Senado mais votado no Recife".

Mendonça já foi testado nas urnas em corridas pela PCR sem sucesso. Priscila realça que peso maior nessa balança tem o "futuro da cidade, uma cidade que precisa alternar e precisa ter um 'respiro democrático'". Mendonça tem citado Priscila, entre outras potenciais alternativas da oposição. "Objetivamente, entre Priscila e Mendonça, eu acho que as circunstâncias de 2020 são diferentes das circunstâncias de 2016 e acho, sim, que o perfil que o Recife precisa é um perfil muito mais próximo ao perfil de Mendonça do que ao meu perfil. Por isso defendo o nome dele nesse momento". A parlamentar faz questão de grifar que essa defesa, no entanto, não equivale à imposição. E cita outras possibilidades: "Daniel Coelho, Silvio Costa Filho, André Ferreira, pessoas sintonizadas com a importância da alternância de poder". Esse conjunto tem adotado discurso alinhado em relação aos nomes cotados e ao argumento da alternância na Capital. Mas a construção ainda é feita internamente.


 

Coração (nem) tão mole assim
Ao chegar para a reunião da Comissão de Educação, o deputado federal Danilo Cabral ouviu dos colegas que o colegiado estava pacífico desde sua licença. O socialista retrucou que estava com o coração mais mole após sua cirurgia. Ainda assim, ele reforçou a necessidade de convocar o ministro Paulo Guedes (Economia) para falar sobre o orçamento para a área para 2020.
Na cola - Na esteira da reunião com a comitiva do setor sucroenergético sobre a cota de importações de etanol sem tarifa, realizada anteontem, o deputado Augusto Coutinho foi, ministro da Secretária de Governo, general Luiz Eduardo Ramos.
Intenção - Responsável pela articulação com o Congresso, o general Luiz Eduardo Ramos ouviu de Augusto Coutinho que era importante ter um entendimento em relação à medida, a qual atinge, sobretudo, os produtores nordestinos. Ao líder do Solidariedade, Ramos disse que vai resolver.
2º round - Em consequência da reunião da comitiva do setor sucroenergético com deputados, representantes do governo e com Rodrigo Maia, haverá nova rodada de conversas, na próxima terça-feira, no Ministério da Agricultura. Foi sugestão de Maia.
Saída de emergência - O setor chegou com a proposta a tiracolo: pede que a internação do etanol sem tarifa ocorra em 93% do volume pelo Centro-Sul e 7% pelo Nordeste. “Ou seja, esse etanol para gozar de benefício não viria pelo Nordeste. Os 750 milhões de litros (da cota) equivalem a menos de 3% da produção do Centro-Sul e a cerca de 30% da produção do Nordeste. E esse álcool, as distribuidoras dão prioridade a ele”, explica o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha.
Corpo fora - O clima ficou nada bom depois que o Senado desistiu de afrouxar as regras eleitorais, deixando no colo da Câmara eventual desgaste. Deputados grifam que “todos os presidentes de partido participaram da montagem desse projeto”. Leia-se: havia um entendimento prévio e foi quebrado.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: