Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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Marília  Arraes
Marília ArraesFoto: Paullo Almeida

Ao considerar como viável a hipótese de Lula ter dois candidatos no Recife em 2020, que seriam João Campos e Marília Arraes, uma ala do PSB defende, como a coluna registrara, que, essa tese vingando, o PT poderia até manter os espaços que ocupa nas gestões Paulo Câmara e Geraldo Julio. Aliados do Governo do Estado, no entanto, atentos à movimentação, já fazem uma conta considerando o cenário interno do PT. Calculam que a candidatura de Marília pode interessar, sobretudo, à cúpula da sigla em Pernambuco, inclusive aqueles que, hoje, defendem a manutenção da aliança com o PSB. "Se Marília perder, desidratada, ela sai da fila do Governo do Estado para 2022 e Humberto Costa poderá concorrer", projeta um membro da base do governo Paulo Câmara. Na mesma roda de conversas, outro governista, em reserva, sapecou: "Se Marília ganhar, ela apoia Humberto Costa para o Governo do Estado em 2022". Nessa linha, as mesmas fontes argumentam que pode ser estratégico para petistas da base "botar defeito", hoje, no projeto majoritário do PT na Capital uma vez que detêm espaços nas gestões socialistas.

Na administração Paulo Câmara, o PT ocupa a secretaria de Desenvolvimento Agrário e a presidência do IPA. Na Prefeitura do Recife, está à frente da Secretaria de Saneamento. Diante do cenário cogitado por socialistas no qual os petistas não perderiam os cargos, mesmo com uma candidatura de Marília Arraes na rua, outro aliado do governador ironiza: "Tem que saber se esse pessoal vai ficar conspirando dentro da casa dela (Marília) ou se vai trair o PSB. Deixar o inimigo dentro de casa pode abrir espaço para que o inimigo traia ou não. Esse é o ‘x’ da eleição". Na esteira dessas projeções, aliados também apostam numa terceira via: acabarem mais valorizados, caso o governo tenha que reagrupar seu time com eventual saída do PT.

 

 

 

 

"Posso ser", diz Joaquim sobre 2020

 

"Por que me excluir do processo?", indaga Joaquim Francisco ao ser questionado se será candidato a prefeito do Recife no ano que vem. Registra o seguinte: "Eu admiti essa possibilidade". Mas adverte: "A ilusão na política é muito maior que a ilusão no amor".
Sem pressa > Joaquim Francisco foi prefeito do Recife duas vezes, governador de Pernambuco e deputado federal várias vezes. "Eu não tenho a pressa que aniquila o verso, nem a tenho a emoção de me lançar candidato de todo jeito", destaca. Diz que vai concorrer "se houver um conjunto de forças, se estiver pontuando nas pesquisas".
Radar > Na próxima quarta-feira, o PSDB promove encontro em Pernambuco com palestras sobre temas específicos. No dia 7, o partido tem encontro nacional para traçar rumos eleitorais.
Dirigente > Presidente nacional do Republicanos e vice-presidente da Câmara Federal, Marcos Pereira, cumpre agenda no Recife hoje. Visitará os parlamentares e lideranças do Estado e vai participar do encontro estadual da legenda, comandado pelo deputado Silvio Costa Filho. O pernambucano será reconduzido à presidência estadual da sigla.
Casa da Indústria > Os deputados Silvio Costa Filho e Ossesio Silva acompanharão Marcos Pereira à Fiepe. O parlamentar, que já foi ministro da Indústria e Comércio, vai conhecer os projetos encabeçados pelo Sistema Fiepe em prol do setor industrial de Pernambuco.
Para começar > O saldo da primeira reunião da CPI do Vazamento de Óleo, realizada ontem, foi a aprovação de mais de 20 requerimentos. Resultado: Cerca de 80 nomes já podem, a qualquer momento, serem chamados para prestar esclarecimentos. Entre os possíveis, estão o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ex-diretor do Inpe, Ricardo Galvão.

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