Folha Política

Renata Bezerra de Melo

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Marília Arraes Lula e Humberto Costa
Marília Arraes Lula e Humberto CostaFoto: Instituto Lula

A reunião da executiva nacional do PT, realizada na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, decidiu, entre outras coisas, que o prazo para os diretórios municipais tomarem decisões sobre eventuais projetos majoritários vai até junho. Esse calendário elástico, no entanto, atropelaria o acordo político feito entre as lideranças de Pernambuco e o ex-presidente Lula no sentido de que uma decisão, no Recife, saia até o final de março. A executiva nacional, então, também definiu que esse prazo pode ser antecipado, mediante assinatura de dois terços do diretório municipal. Mas há ainda a possibilidade de o próprio pré-candidato pedir esse adiantamento.

Oficialmente, na prática, Marília Arraes poderia requisitar que o diretório do Recife estipule calendário que atenda ao acordo feito com Lula, mas ela tem preferido buscar um entendimento sem ir ao confronto. Não à toa, procurou o senador Humberto Costa para solicitar que a reunião do diretório municipal, realizada no último sábado, não entrasse no mérito de calendário, uma vez que ela não estaria presente. Tanto ela quanto Humberto Costa encontravam-se no Rio de Janeiro, onde ocorreu a reunião da executiva nacional e a festa dos 40 anos do PT. Marília já havia feito esse pedido, mas o intermédio de Humberto foi o que acabou fazendo o diretório municipal atender o pleito. Humberto fez a ponderação junto a Oscar Barreto, secretário de Saneamento da gestão Geraldo Julio, que, como ele, também defende a manutenção da aliança com a Frente Popular. O senador tem dito a pessoas próximas que" ninguém está querendo criar dificuldade" e Marília, por sua vez, quer prazo para construir a candidatura e ainda se debruçar sobre montagem de chapa proporcional. Para isso, é preciso fazer valer o limite previsto, no último dia 28 de janeiro, durante a reunião com o ex-presidente Lula. E essa data seria 29 de março.

 

A favor de Santiago. Por quê?
O deputado federal João Campos foi um dos que votou contra a decisão do STF de afastar o deputado Wilson Santiago do mandato. Mas faz questão de explicar o porquê. "Não votamos o mérito. Não votamos se ele fez certo, se fez errado, se ele tem culpa. Nós votamos pelo procedimento. O deputado Wilson Santiago foi afastado da Câmara, do seu mandato, por um único ministro do Supremo, através da decisão de uma única pessoa sem ele nem ter tido acesso à investigação", assinala o socialista.
Último caso > João completa: "Ele pode ir para comissão de ética, se for constatado que, de fato, cometeu os crimes e eu mesmo serei o primeiro a votar para ele perder o mandato", emenda João.
Minoria > De Pernambuco, só cinco deputados votaram pela manutenção do afastamento de Wilson Santiago: André Ferreira, Daniel Coelho, Pastor Eurico, Tadeu Alencar e Túlio Gadêlha.
Cúpula 1 > Diretor do Arquivo Público de Pernambuco e ex-secretário de Imprensa do governo Eduardo Campos, o jornalista Evaldo Costa tem se debruçado sobre a possibilidade de concorrer a uma vaga na Câmara de Vereadores do Recife.
Cúpula 2 > Já levou o tema à mesa com o governador Paulo Câmara, com o prefeito Geraldo Julio, com o presidente do PSB-PE, Sileno Guedes, e com o deputado João Campos. Evaldo tem dito que não fará nada sem a aquiescência deles.
Coxias > Nos bastidores do PSB, há quem jure que já houve reunião que juntou, entre outros, Sileno Guedes e o secretário André Longo para tratar do projeto de Evaldo, inclusive. 

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