Reunião dos governadores do Nordeste
Reunião dos governadores do NordesteFoto: Divulgação

Após a formalização do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Nordeste, em reunião realizada na Bahia, nesta segunda-feira (29), os governadores do Nordeste definiram o Plano de Trabalho apontando as primeiras ações do colegiado e enviaram mais uma carta conjunta ao Governo Federal.

"A criação do Consórcio e a sua instrumentalização em favor de políticas públicas e de serviços de qualidade vai ajudar muito todos os Estados. E isso vai fazer a Região Nordeste ter condições de crescer mais rápido, diminuir desigualdade e melhorar o que é oferecido à população", destacou Paulo Câmara.

A formalização do Consórcio Nordeste e o lançamento do seu Plano de Trabalho também permitirão a integração de dados estaduais e sistemas de informação para organizar indicadores para planejamento e ações do consórcio, em sintonia com o Plano Nacional de Desenvolvimento do Nordeste; a construção de uma agenda internacional buscando parcerias institucionais e financiamentos de projetos com outros países e a elaboração de estudos para criação de um fundo de investimentos que estimulem a atração e ampliação de empresas no Nordeste, funcionando como uma agência de fomento.

"O Consórcio vem justamente para melhorar a qualidade da gestão pública e proporcionar aos Estados um instrumento para que se possa fazer mais com menos, gastando menos recursos, mas podendo aproveitar o que há de cada vez mais bem-feito por parte dos Estados e que possa ser compartilhado", completou o governador de Pernambuco.


Também está presente na agenda da associação estadual a apresentação do Nordeste Conectado, um projeto que visa interligar a região por meio de fibra óptica. Esse projeto será detalhado e apresentado de forma mais concreta nos encontros posteriores do Consórcio.

Carta dos governadores

No documento, os gestores cobram do governo, entre outros assuntos, a ampliação dos serviços de saúde nas áreas mais carentes dos estados nordestinos, e elencam algumas pautas prioritárias como a implementação das ações asseguradas no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), a fim de que haja investimentos e execução de medidas conjuntas de combate ao crime e à violência; a liberação imediata de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública a defesa do pacto federativo, especificamente a compensação pelas perdas na arrecadação tributária decorrentes da lei Kandir, securitização que permite transformar dívidas em títulos públicos para serem vendidos pelos estados e garantia de repasse de recursos provenientes da cessão onerosa do présal.

Confira a carta, na íntegra:

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carta2

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