Ministro da Educação, Abraham Weintraub
Ministro da Educação, Abraham WeintraubFoto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, não descartou novos bloqueios no orçamento da pasta após previsão de crescimento menor da economia.A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (PSL) fará uma revisão de crescimento da economia para entre 1,5% é 2% neste ano. Isso pode levar a um bloqueio de até R$ 10 bilhões -o que se somaria aos mais de R$ 30 bilhões de contingenciamento de todo o governo.

O Ministério da Educação (MEC) sofreu congelamento de R$ 7,4 bilhões. Weintraub tem insistido que o descongelamento desses recursos depende da aprovação da reforma da Previdência. Mas com a informação de revisão do crescimento da economia, novos cortes não estão descartados.

"Vou perguntar para o [ministro da Economia] Paulo Guedes especificamente sobre isso. Hoje não tenho como antecipar", disse. "A única certeza na vida é a morte e os impostos", completou ele, ao ser questionado se a Educação estaria blindada.
O ministro recebeu jornalistas em um café da amanhã nesta terça-feira (15).

Ele apresentou informações já prestadas no Senado na última semana e reafirmou que a prioridade do governo na área será a educação infantil, embora não tenha detalhado qualquer ação.

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Os bloqueios de orçamento no MEC atingiram recursos que vão da educação infantil à pós-graduação. Nas universidades federais, chegam a R$ 2 bilhões, o que representa 30% da verba discricionária (que não conta salários, por exemplo).Apesar dos cortes, Weintraub, que é economista, indicou que a decisão sobre o impacto que a educação terá será da área econômica.

"É difícil ver alguém de um ministério social se recusando a atacar o ministério da Economia se ele estiver fazendo o trabalho dele. Eu vou bater de mão fechada se eles forem contingenciar o contingenciado. Eu tenho condição de saber se eles estão fazendo um trabalho direito".

Entidades educacionais, estudantes e professores convocaram para esta quarta-feira (15) uma série manifestações pelo Brasil. Weintraub não quis comentar o assunto.O MEC convocou a presença da Força Nacional, que já está presente diante da pasta nesta terça. O secretário executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, disse que o chamado foi feito por precaução. "Se a gente não chama, a gente é responsabilidade", disse.

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