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TV FOLHA,Foto: Reproducão/YouTube/TV FolhaPE

A coluna digital No Cafezinho recebeu o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Cotado para disputar a Presidência da Câmara Federal, o deputado federal eleito trabalha para dar unidade e conciliar os interesses da turbinada bancada do seu partido, composta em sua maioria por parlamentares novatos. O dirigente admitiu que há pressão dentro do PSL para que a legenda ganhe mais espaço, além de um movimento para que os legisladores liberais indiquem o próximo comandante do Legislativo federal ou apoiem alguém com identificação com suas bandeiras. No entanto, a composição depende da construção das pontes para garantir a governabilidade para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Na semana passada, um café da manhã reuniu Bivar, o capitão reformado do Exército e o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Na conversa, as pautas fiscais de interesse para o futuro governo, mas a pauta política também não ficou de lado. Novos encontros entre as lideranças, inclusive, já estão programadas.

Apesar dos laços com Maia, Bivar admite que há pressão interna por mais espaço para o PSL. Internamente, a temperatura teria aumentado com o fato do DEM ter indicado três auxiliares ministeriais, mas o dirigente disfarça quando questionado. "Você (jornalista) está me pressionando, como também toda a bancada está me pressionando, como presidente, todo mundo reinvindica mais espaço para o PSL, mas posso dizer que o fato do DEM ter três ministros não está diretamente ligado aos Democratas", afirmou Bivar.



O dirigente afirma que as indicações da sigla democrata não são partidárias, mas costuradas individualmente. As indicações para os ministérios sem consultar os caciques partidários vem acumulando insatisfações nos bastidores. No entanto, Luciano Bivar afirma que Bolsonaro sempre declarou que a composição das bancadas não passaria por partidos. "O ministério não está sendo feito em cima de repartições de partidos, mas por critérios absolutamente técnicos. É isso que ele falou durante toda a campanha, ele não está enganando ninguém", defendeu.

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O dirigente também fala sobre os critérios adotados pelo presidente eleito para indicar seus ministros e o impacto do aumento dos salários do STF no futuro Governo. Bivar é contra um efeito cascata que aumente salários no Congresso Nacional. Sobre a relação com o governador Paulo Câmara, Bivar destaca a amizade com o gestor e garante que diferenças ideológicas não vão atrapalhar o diálogo institucional entre o Palácio das Princesas e o Planalto. Contudo, Luciano Bivar critica o recente aumento de impostos no Estado para custear a promessa de pagamento do 13º salário do Bolsa Família. Ele garante que Jair Bolsonaro fará diferente no plano nacional e não irá penalizar o contribuinte para fazer valer sua promessa de campanha de também oferecer a parcela extra do programa de transferência de renda federal.

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