Hely Ferreira, professor e cientista político
Hely Ferreira, professor e cientista políticoFoto: Kleyvson Santos / Folha de Pernambuco

Soa como normal a apologia que todos nós costumamos fazer com relação ao que acreditamos. Defender ideias faz bem ao ego do ser humano. Entretanto, devemos deixar sempre uma janela aberta para que exista a possibilidade de rever nossos
pensamentos e atitudes, quando reconhecemos que estamos equivocados com relação ao posicionamento adotado. Faz-se necessário, calçarmos as sandálias da humildade.

Um líder político seja ele de direita, esquerda, de lado, ou de banda, antes de tudo deve exercer a prudência. A radicalização do discurso não contribui para o fortalecimento das instituições e muito menos para pacificar uma nação. Há certas coisas que um líder político não deve dizer, mesmo acreditando que tem razão.

Adotar a prudência como postura, não significa ser em cima do muro, mas demonstra o amadurecimento. As recentes declarações do ex-presidente da República Federativa do Brasil, logo ao ser posto em liberdade, acendra ainda mais o clima de rinha em que vive o Brasil. Afirmar que só quem precisa fazer autocrítica é o atual governo, chega ser hilário, ou será que nas entrelinhas o ex-presidente disse que seu partido fará tudo outra vez, caso retorne a governar o país?

A polarização extremista patrocinada pelo atual presidente é a maneira que ele encontrou para camuflar a falta de uma agenda que venha sanar, ou ao menos, suavizar os problemas de Pindorama. Mas enquanto as duas mentes salomônicas se agridem
verbalmente, a população continua vivendo como um caxangá.

Hely Ferreira é cientista político.

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