Hely Ferreira, professor e cientista político
Hely Ferreira, professor e cientista políticoFoto: Kleyvson Santos / Folha de Pernambuco

A história dos partidos políticos brasileiros, sempre foi desafiador a qualquer um que deseja se debruçar para tentar entender, vez que, ideologia partidária e conteúdo programático, via de regra, passa bem distante para quem deseja ser testado nas urnas. Na verdade, o que é priorizado é a “felicidade” nas urnas.

O sistema partidário brasileiro, quase que em sua totalidade foi e é forjado de maneira excludente e elitista. Em seu nascedouro o liberalismo elitista teve predominância promovendo à criação de grandes partidos nacionais e os pequenos no âmbito regional.

Criando um verdadeiro antagonismo, pois garantia a representação de minorias políticas e ao mesmo tempo, excluía a participação eleitoral de grandes segmentos. Mas também deu vigor a lideranças individuais, onde até hoje tem sido um ponto importante entre os partidos políticos nacionais.

Por mais que se apresentem de maneira democrática, os partidos políticos são identificados muito mais pelas suas lideranças que se comportam como proprietários das legendas, do que pelos seus programas. Não é por acaso, que se cria partido no Brasil com facilidade, bastando ficar insatisfeito com o qual se encontra filiado. Há parlamentares que são verdadeiros recordistas de trocar de partido político.

Transitando pelo liberalismo, socialdemocracia, ou socialismo. Prevalecendo as reais chances de permanência no poder. Até a década de 40, o Brasil não possuía um verdadeiro sistema partidário moderno com agenda nacional. O que se tinha era alguns partidos regionais gerados das oligarquias. A mudança ocorreu graças a Carta
Política de 1946 e o Código Eleitoral de 1950. Mas não foi suficiente para estancar a farra partidária.

Hely Ferreira é cientista político.

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