Bernie Sanders
Bernie SandersFoto: TASOS KATOPODIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

Em resposta à carta em que congressistas americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, criticam a prisão do ex-presidente Lula e alertam para um "ataque à democracia no Brasil", o embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, afirmou nesta segunda-feira (30) que a queixa é "distorcida e politicamente motivada".

"Fiquei atônito", afirmou Amaral, na resposta oficial ao documento. Para ele, a missiva tenta manchar por antecipação as eleições presidenciais de 2018 no Brasil - cuja situação não seria comparável à de outros países com sérias violações à democracia e aos direitos humanos, "que não parecem merecer uma preocupação semelhante do Congresso americano".

O diplomata defendeu que a democracia no Brasil está em pleno funcionamento, e destacou que as decisões judiciais relativas ao ex-presidente Lula "obedeceram totalmente ao devido processo legal e foram confirmadas por cortes superiores". Amaral afirmou que o eventual impedimento para que Lula dispute as eleições presidenciais se deve à Lei da Ficha Limpa, "aprovada por unanimidade no Congresso brasileiro, por todos os partidos políticos".

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"A Constituição vem sendo inteiramente respeitada em todos os níveis do governo", disse. O embaixador destacou ainda o "compromisso inabalável da sociedade e do governo brasileiros com a democracia e a proteção dos direitos humanos" - ao responder sobre a investigação da morte da vereadora e ativista Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

Amaral disse ter profunda admiração e respeito por Marielle, e informou que a investigação já resultou em algumas prisões e continua em andamento, monitorada por organizações da sociedade civil. O diplomata defendeu os esforços do governo de Michel Temer, que foi chamado de extrema direita pelos congressistas, para fortalecer a economia e dar continuidade a programas sociais como o Bolsa Família, mas destacou que, "sem responsabilidade fiscal, a responsabilidade social é uma promessa vazia".

Amaral afirmou que as eleições presidenciais no Brasil serão conduzidas "em completa obediência às leis e às decisões judiciais". A carta endereçada ao embaixador foi assinada por 29 congressistas da bancada progressista, que reúne políticos democratas e independentes, e liderada pelo deputado Mark Pocan, microempresário de Wisconsin que tem laços com o sindicalismo local.

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