Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.
Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.Foto: Anderson Stevens / Folha de Pernambuco

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, fez uma visita de cortesia à Folha de Pernambuco, na tarde desta sexta-feira (25), acompanhado de seu irmão, o deputado estadual eleito Antônio Coelho (DEM). Filhos do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), eles integram um grupo político de oposição ao Governo do Estado e mais alinhados ao presidente Jair Bolsonaro. No bate-papo, Miguel falou sobre sua administração em Petrolina e também avaliou o cenário da política local e nacional.

Sobre os primeiros anos de gestão a frente da Prefeitura de Petrolina, Miguel destacou o esforço em equilibrar as finanças do município. Segundo ele, o déficit que era de cerca de R$ 32 milhões quando assumiu o mandato, em 2017, caiu para R$ 18 milhões no balanço do ano de 2018. Para garantir a redução de gastos e a austeridade fiscal, ele explica que precisou fazer uma reforma administrativa reduzindo duas secretarias, que foram incorporadas a outras pastas. No modelo anterior, Petrolina tinha 10 secretarias e uma assessoria especial de governo, que passou a ter status de secretaria junto com a pasta de Agricultura. Com isso, a Agricultura, que estava com Desenvolvimento Econômico deixou de existir.

Além disso, a pasta de Planejamento absorveu o setor de Gestão Administrativa, Desenvolvimento Econômico e Turismo foram anexadas e, por fim, Cultura e Esportes vinculados à pasta de Educação, segundo o prefeito, para "facilitar a captação de recursos". "O ministério da cultura acabou e não fazia mais sentido ter a secretaria, tivemos que fazer o alinhamento", comentou.

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Disputa no MDB - Em relação à disputa política e jurídica protagonizada pelo senador Fernando Bezerra no MDB de Pernambuco, contra o grupo de Raul Henry, Jarbas Vasconcelos e Tony Gel, ele ressaltou que a rivalidade não passou para o âmbito da vida pessoal. "Tem a briga política, o debate político, mas não se leva isso pro campo pessoal. Você briga por espaço, não briga por questões íntimas. A civilidade é o mínimo que se deve pregar, ainda mais quando se vê a classe política tão desgastada", ponderou.

Saída do PSB - Apesar de ter anunciado a saída do PSB há pelo menos um ano, Miguel continua no partido. Segundo ele, aguardando as definições partidárias para tomar a sua decisão sobre que legenda vai procurar. "Primeiro tinha uma eleição que ninguém sabia o que ia dar. E agora que passou a eleição, o momento é de analizar como os partidos vão se portar. Por exemplo, o PR. Alguém imaginava que Sebastião [Oliveira] fosse sair da presidência do PR? Não. Saiu no final do ano e Anderson agora é o novo presidente. É óbvio, então, que o PR vai se portar como oposição, pelo caminha que os Ferreiras estão trilhando", avaliou.

"Tem essa briga do MDB que ainda não se resolveu. Tem a proximação do DEM. Tem o PSDB que Bruno disputa a presidência nacional, que pode deixar um vácuo na presidência estadual. EWntão não preciso ter pressa. Eu tenho até abril pra definir", declarou Miguel.

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