Rodrigo Maia visitou o Complexo Administrativo de Jaboatão, nesta segunda (4), acompanhado do prefeito Anderson Ferreira (PL).
Rodrigo Maia visitou o Complexo Administrativo de Jaboatão, nesta segunda (4), acompanhado do prefeito Anderson Ferreira (PL).Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) comentou, nesta segunda-feira (4), em Pernambuco, as recentes declarações que podem ser alvo de punição pelo Legislativo brasileiro. Maia disse que pode convocar o ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Augusto Heleno, para prestar esclarecimentos sobre a resposta dada ao comentário de Eduardo Bolsonaro sobre um novo AI-5 - o ministro disse que “é preciso estudar como fazer” e que exigiria estudos pois o “regime democrático” impõe que uma proposta como essa passe “em um monte de lugares".

"Tem um pedido de convocação para ele na Câmara. Acho que a frase dele foi grave, além disso, ainda fez críticas ao parlamento como se o parlamento fosse um problema para o Brasil. É uma cabeça ideológica. Infelizmente o ministro Heleno virou um auxiliar do radicalismo do Olavo [de Carvalho]. É uma pena que um general da qualidade dele tenha caminhado nessa linha", afirmou o presidente da Câmara Federal em entrevista coletiva concedida durante vista ao Complexo Administrativo de Jaboatão dos Guararapes.

A possibilidade de punição foi ventilada por Maia poucas horas após as declarações do filho do presidente Jair Bolsonaro defendendo "um novo AI-5". Em nota, Rodrigo Maia afirmou que a "apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras" e afirmou que o Brasil "jamais regressará aos anos de chumbo".

Maia falou sobre o pedido de cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) - por apologia ao regime militar e ao AI-5. Ele disse, nesta segunda, que não tem influência sobre o pedido de cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro por apologia à ditadura militar. "Se os partidos tomarem essa decisão via presidência nacional dos partidos, é uma decisão automática, um encaminhamento automático ao Conselho de Ética, e não cabe nenhuma avaliação mais. A avaliação que eu tinha a fazer já fiz por nota e não vou tratar mais desse assunto", disse.

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