Plenário da Alepe
Plenário da AlepeFoto: Henrique Genecy/ Folha de Pernambuco

A nacionalização do debate político esteve presente, nesta segunda-feira (9), durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A polarização dos campos políticos divergentes tomou conta do plenário após a apresentação de dois requerimentos de autoria do deputado Alberto Feitosa (SD), que pedia Votos de Aplauso para o presidente Jair Bolsonaro. As propostas foram aprovadas pela maioria dos deputados estaduais.

O Requerimento nº 1603/2019, cuja discussão foi encerrada na última quinta (5), exalta a Medida Provisória nº 907, que transforma a Embratur de Instituto Brasileiro de Turismo para Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, além de manter benefícios fiscais para o segmento. Já o Requerimento nº 1613/2019 faz alusão à destinação de 280 viaturas para as guardas municipais de 68 cidades pernambucanas.

As duas proposições receberam pedidos – feitos, respectivamente, pelas deputadas Teresa Leitão (PT) e Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL) – para que fossem votadas separadamente das demais. Além delas, votaram contra ambas os deputados João Paulo (PCdoB), José Queiroz (PDT), Simone Santana (PSB), Dulcicleide Amorim (PT), Fabíola Cabral (PP), Isaltino Nascimento (PSB), Waldemar Borges (PSB), Sivaldo Albino (PSB) e Professor Paulo Dutra (PSB). A deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB), que votou contra o Requerimento 1603, não estava presente na votação do 1613. Já Roberta Arraes (PSB) votou contra o primeiro e a favor do segundo.

Um gesto do deputado Joel da Harpa (PP) causou certa irritação na deputada Teresa Leitão (PT). O parlamentar gesticulou simbolizando uma arma de fogo com as mãos, o que foi marca registrada da campanha exitosa do presidente da República Jair Bolsonaro.

'Não sei o que tem de bonito e engraçado em louvar um presidente da República que faz do ódio, do armamento, do assassinato, do feminicídio, do genocídio de índios e negros coisas de menos importância. Esta Casa está contaminada pela polarização que existe na sociedade. Eu nunca vi semelhante disputa ideológica como a que se está querendo colocar agora', assinalou.

Por outro lado, Joel da Harpa rebateu: ‘Respeito as posições ideológicas da deputada, e é preciso que ela tenha respeito às pessoas que pensam diferente dela. O que falo ou o sinal que faço é um direito meu, como representante do povo de Pernambuco’, pontuou.

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