Oscar: mo PT as pessoas precisam ter hist[oria, não sobrenome. Marília Arraes: críticas têm que ser discutidas internamente
Oscar: mo PT as pessoas precisam ter hist[oria, não sobrenome. Marília Arraes: críticas têm que ser discutidas internamenteFoto: Divulgação / Paullo Almeida

Aala do PT do Recife que defende a manutenção da aliança com o PSB se rebelou, neste domingo (15), contra a decisão do Diretório Nacional de lançar a deputada federal Marília Arraes como candidata à prefeitura. O presidente do PT do Recife, Cirilo Mota, divulgou ontem uma nota em que questiona o uso dos termos "resolução" e "decisão", afirma que a posição quebra todos os pactos firmados anteriormente, e mantém a realização do encontro do PT marcado para o próximo dia 29, que definiria se o partido deveria ou não ter candidatura própria.

"Nós tínhamos um acordo, firmado na presença de Lula, da presidente do partido, Gleisi Hoffmann e da própria Marília, de que tomaríamos uma decisão até a primeira semana de abril. Depois, a própria Marília pediu para antecipar essa definição para o dia 29 de março, o que nós concordamos. Só depois desse encontro do PT, é que a Direção Nacional diria se acataria ou não o que foi deliberado na instância local. O que nós queremos é que se respeite todo o processo que foi respeitado em 2018. Nós não vamos fazer os filiados do PT de imbécis. A tática de aliança com o PSB hoje é defendida por 80% do partido", explicou Cirilo Mota à Folha de Pernambuco.

Segundo o presidente do PT no Recife, todos os prazos locais acordados anteriormente serão mantidos. "Nós não somos contra ter candidatura. Nós somos contra o isolamento porque entendemos que é necessário a unidade da esquerda para enfrentar o governo Bolsonaro. A tática que nós adotamos em 2018, e que foi vitoriosa em todos os estados do Nordeste, foi a da aliança. Em Salvador e em Fortaleza, onde o PT terá candidato, há uma aliança em construção. Aqui, nós íriamos disputar só. Eu desafio Marília a apresentar quais dos partidos que estão nacionalmente com o PT, como PCdoB, PSB, PDT e PSOL, que estarão na nossa aliança, caso haja candidatura própria", cobrou Cirilo.

Membro do Diretório Nacional do partido e secretário de Saneamento do governo Geraldo Julio (PSB), Oscar Barreto diz que a resolução que opta por candidatura própria foi articulada como parte de uma disputa interna na bancada do partido, e que ela inova nos procedimentos internos da legenda ao definir uma estratégia para o Nordeste e outra para as demais regiões do País. "É um sinal ruim para os partidos que apoiaram Fernando Haddad em 2018. É uma quebra do acordo feito por Lula, que era de ter a primeira instância da decisão no Recife. Além disso, é uma demonstração clara de medo da militância do PT por parte da pessoa que o diretório nacional apontou para ser candidata. No PT, as pessoas precisam ter uma história de luta na esquerda, não ter sobrenome", disparou.

Por meio de sua assessoria, Marília Arraes reagiu à nota do PT do Recife. "A resolução nacional foi bem clara em favor da candidatura no Recife e demais capitais do Nordeste. Qualquer discussão sobre o partido deve continuar sendo feita internamente e não pela imprensa. Até porque a população não está interessada neste tipo de discussão. As pessoas querem, isto sim, é que a gente debata um projeto para o futuro da cidade. E é este diálogo que quero fazer com a população do Recife", afirmou a deputada.

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