Senador Humberto Costa (PT) orientou a bancada a votar favorável ao projeto
Senador Humberto Costa (PT) orientou a bancada a votar favorável ao projetoFoto: Roberto Stuckert Filho

O projeto que prevê o afastamento obrigatório das mulheres gestantes e lactantes em trabalhos insalubres foi aprovado, nesta quarta-feira (19), pelo Senado Federal . A matéria segue à Câmara dos Deputados. A medida corrigeum dos pontos da reforma trabalhista que previa que mulheres grávidas e que amamentam trabalhassem em locais considerados com risco à saúde.

Crítico da reforma trabalhista de Michel Temer, aprovada em julho do ano passado no Senado, o líder da Oposição ao governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), orientou a bancada do partido a votar do projeto de lei. “Essa nefasta reforma, que não gerou empregos no país conforme o governo prometia, jogou gestantes e lactantes no trabalho insalubre. Agora, estamos corrigindo essa grave injustiça, que oferecia risco à saúde de mães e filhos. Elas poderão se afastar de trabalhos insalubres com direito a pagamento de adicional de insalubridade em qualquer nível de insalubridade”, declarou.

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Humberto explicou que o projeto aprovado ontem no Senado permite à gestante exercer atividades insalubres em grau médio e mínimo, quando ela, por sua livre iniciativa, apresentar atestado de saúde emitido por médico autorizando sua permanência no exercício das citadas atividades. Ele ponderou, no entanto, que a apresentação voluntária do atestado ou decisão da própria trabalhadora pode deixar de levar em consideração o que "habitualmente acontece, que são pressões escamoteadas".

“Vamos tentar, na Câmara, ver se é possível melhorar o texto ainda mais e não dar a chance de que o futuro presidente da República, que acabou com o próprio Ministério do Trabalho, venha a acabar também com o direito da gestante. Ou seja, sabemos que é um tema complexo, mas estamos aqui numa escolha de Sofia e optamos pelo projeto”, observou.

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