Humberto Costa (PT) vai ser o líder do PT no Senado pela quinta vez
Humberto Costa (PT) vai ser o líder do PT no Senado pela quinta vezFoto: Ricardo Stuckert Filho

Em entrevista por telefone à Rádio Folha FM (96,7), nesta quinta-feira (31), o senador reeleito Humberto Costa (PT) - reconduzido ao posto de líder da oposição da legenda no Senado - comentou sobre as conversas em torno do nome que o PT apoiará na eleição para a presidência da Casa Alta. Sem cravar o nome de Renan Calheiros (MDB), a mais provável escolha do partido, Humberto rasgou elogios ao emedebista.

"A nossa definição acontece hoje, às 17h. Já definimos alguns princípios. O mais importante do que posição política, partidária e ideológica é que o presidente seja alguém que garanta uma postura de independência do Congresso Nacional, tanto em relação ao Executivo quanto ao Judiciário". Segundo o senador, Renan se enquadraria nesse perfil, mas o partido considera também outros candidatos.

Houve muitos momentos em que ele [Renan] conduziu o Congresso de forma a não se deixar aprisiopnar pelo poder executivo. E também teve posições muito firmes em relação às tentativas do STF de interferir no legislativo", elogiou Humberto. Contudo, ele não vê esse aceno como agradecimento."Não se trata de gratidão, mas considerar que em alguns momentos ele assumiu posições corajosas. Reconhecer que entre prós e contras ele foi alguém que, dentro do nosso ponto de vista, se destacou bem", disse.

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Liderança - Sobre a recondução de seu nome para a liderança do PT no Senado, Humberto atribuiu a sua experiência nessa posição, e antecipou que a liderança será exercida num sistema de rodízio. "Fiquei muito sensibilizado com a escolha. Result da experiência e do posicionamento que tive ao longo dos 8 anos de mandato, quando fui líder quatro vezes", afirmou. O rodízio da liderança, segundo Humberto, será anual.

"Nós vamos fazer o trabalho que sempre fizemos, oposição a esse governo. Não resta dúvida que será uma tarefa difícil. É um governo que tem propostas profundamente danosas à sociedade brasileira, ao nordeste e a Pernambuco. Estão em jogo não só o debate das políticas econômicas mas também os direitos e garantias individuais. O que está em jogo agora é a democracia", pontuou.

PT no Governo do Estado - Sobre as recentes críticas da deputada federal Marília Arraes e da deputada estadual Teresa leitão, de que as decisões partidárias a repeito da participação no governo Paulo Câmara estejam sendo tomadas de maneira antidemocrática, Humberto minimizou. "Quem se contrapõe pode falar pela imprensa, mas no partido ainda não se colocou. Eu naõ concordo com essa avaliação de quem não tenha havido discussão no partido", disse.

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