O deputado federal é médico ortopedista pediátrico, conhecido por sua atuação em saúde pública na Câmara
O deputado federal é médico ortopedista pediátrico, conhecido por sua atuação em saúde pública na CâmaraFoto: Divulgação/Site Luiz Mandetta

O deputado federal e ortopedista pediátrico Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) pode ser o novo ministro da Saúde a partir de 1º de janeiro, afirmou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda (12). "Conversei com o Mandetta hoje (13), dei mais um passo. Estou conversando com ele, sim. Ele tem reportado as questões ligadas à saúde comigo. Está sendo conversado o nome dele, nada definido ainda", disse ele em frente à sua casa na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

O parlamentar já estava sendo cogitado ao cargo há algum tempo. Ele declarou à rádio CBN na última segunda (5) que lhe "encantaria muito reconstruir o sistema de saúde" no novo governo. Mas negou que tivesse conversado com o presidente eleito ou com interlocutores dele até então.

O nome de Mandetta, que ajudou diretamente na elaboração do programa da área de saúde de Bolsonaro, é defendido até por um abaixo-assinado lançado na internet. A campanha "Petição Mandetta no Ministério da Saúde" havia conseguido 815 adesões até quinta (8), segundo a coluna de Mônica Bergamo.

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O deputado federal se elegeu em 2010 e se reelegeu em 2014 pelo DEM, partido ao qual é filiado desde 2009 -antes esteve no PSDB a partir de 2003-, mas não tentou nenhuma candidatura novamente neste ano. É conhecido pela atuação no setor da saúde pública na Câmara. Mandetta é formado em medicina pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, e pós-graduado em ortopedia pediátrica pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

Também fez uma especialização na área na Emory University, em Atlanta (Georgia, Estados Unidos) em 1995, e foi presidente da Unimed também em Campo Grande de 2001 a 2004. No Executivo, ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde do município entre 2005 e 2010.

Segundo Bolsonaro, o próximo titular do ministério terá o desafio de "tapar os ralos" é implementar o prontuário eletrônico. "Nós queremos é facilitar a vida do cidadão e também economizar recursos, não tem como falar em investir mais na saúde porque nós estamos mais do que no limite de gastos em todas as áreas", disse nesta segunda.

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