Violência contra a mulher
Violência contra a mulherFoto: Marcos Santos/USP/Agência Brasil

O aniversário dos 13 anos da Lei Maria da Penha, completos nesta quarta-feira (07), não passou em branco. Parlamentares pernambucanos lembraram a data reforçando a necessidade de fortalecer o combate à violência contra as mulheres. O tema foi abordado por deputados e vereadores.

"Hoje marca os 13 anos da Lei Maria da Penha, um marco na legislação brasileira para a proteção da vida das mulheres. No nosso estado, ainda temos muito a avançar para garantir o bem-viver das mulheres pernambucanas: Pernambuco ocupa o sétimo lugar entre os estados com o maior número de assassinatos de mulheres e o quarto lugar no ranking das unidades federativas que mais tiveram casos de feminicídios em 2018. A Lei Maria da Penha é um instrumento crucial para caminharmos em direção a um estado onde as mulheres diversas possam viver com segurança e dignidade. #NosQueremosVivas", diz a postagem no perfil das deputadas psolistas. 


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Crédito: Reprodução/Facebook



Já o vereador Hélio Guabiraba quer que os homens que recebem medida protetiva para ficar longe das mulheres usem aparelho que possa avisar às delegacias que o agressor está se aproximando da vítima. Ele ressaltou que a lei foi um ganho para o país, mas alertou para a necessidade de que a medida protetiva, aquela que entre outros pontos determina que o agressor não chegue perto da vítima, se torne mais eficaz. “O país precisa discutir a possibilidade de algo mais rígido de forma que o agressor seja mais facilmente identificado e pensando duas vezes ao se aproximar da mulher que pediu a medida e uma forma seria o uso de um dispositivo no braço da pessoa, uma pulseira para que ele seja identificado com facilidade. Exposto, o agressor pensará duas vezes ao chegar perto da mulher. É preciso fazer alguma coisa para diminuir a quantidade de mortes”, ressaltou.

O vereador alertou para o fato de que a violência doméstica está nas residências de muitas famílias e que independe da classe social. “A gente vê que pessoas de família rica, com poder, também estão dentro desse cenário lamentável. A agressão começa com um puxão de orelha, com uma repressão na mesa do bar, depois em casa. Qualquer discussão é um empurrão, do empurrão vai para a tapa, da tapa vai para o murro, infelizmente, culminando até com a morte”.

“No país, conforme o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesses quase 13 anos, foram expedidas mais de um milhão de medidas protetivas, sendo 236 mil delas só em 2017”, complementou. 


Vereador Hélio Guabiraba (sem partido)

Vereador Hélio Guabiraba (sem partido) - Crédito: Divulgação



Nesta quarta, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara do Recife irá realizar uma reunião, a partir das 16h, para discutir o assunto, apresentar propostas e fazer um levantamento. “O tema vem sendo discutido há muitos anos, mas que parece que essa cultura ainda é uma cultura com muito machismo onde as mulheres na maioria das cidades são a maioria em eleitorado, mas a minoria em representatividade. Quanto mais exposto o agressor, melhor, se envergonha para que ele possa mudar a sua cultura”, explicou a vereadora Aline Mariano.


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