Por entregar SP, PSDB ainda deveria "ter troco", dizem tucanos

"O PSDB nacional inteiro faz a conta que o PSDB entregou de graça o governo de São Paulo ao PSB"

Bruno Araújo é presidente estadual do PSDBBruno Araújo é presidente estadual do PSDB - Foto: George Gianni/Divulgação

No tucanato, o que o governador Geraldo Alckmin tem feito, ao admitir abrir mão do governo de São Paulo em favor de apoiar a candidatura de Márcio França, é lido como uma tentativa de "demonstrar que está fazendo um movimento", um "gesto simpático" a essa relação com o socialista, que é também de amizade. Pesa nos bastidores do PSDB paulista a tese de que Alckmin se elegeria governador de São Paulo mesmo sem dar a vice ao PSB e que essa decisão de ceder o espaço foi uma "bomba de efeito retardado" que, agora, cai no colo dele. Márcio França já defendeu que o PSB, cuja força maior está em Pernambuco, precisa estar no palanque nacional de Alckmin. O presidente estadual da sigla, Bruno Araújo, à coluna, adianta a seguinte análise: "Pernambuco não entra nessa conta. O PSDB nacional inteiro faz a conta de que o PSDB entregou de graça o governo de São Paulo ao PSB".

Em outras palavras, ele recorre ao sentido figurado ao comparar: "Apesar de haver aliança entre PSB e PSDB em São Paulo, por uma aliança nacional, dado o tamanho do PSB, o PSDB para entregar São Paulo, ainda teria que ter troco. Mas na política não é assim que funciona". Bruno traduz: "A conta de São Paulo é muito maior do que o próprio PSB. É o maior Estado do México à Argentina, é o maior PIB entre toda a América Latina". Em relação a Pernambuco, a conversa de Bruno com Alckmin gira em torno do quesito "autonomia". O PSDB, hoje, integra o bloco da oposição e não está no radar, segundo o dirigente, uma aliança com o PSB de Paulo Câmara. Mas, independente da situação local, parlamentares tucanos, nas coxias, têm repisado a tese de que não adianta Alckmin querer apoiar Márcio e não ter o controle do partido em São Paulo, que já ameaça rachar na hipótese de haver duas candidaturas ao governo. Ainda que o governador prometa, comenta-se entre deputados que ele não teria como entregar o PSDB fechado a Márcio França.

Estou em outra
Ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a governador de Pernambuco, Júlio Lóssio assegura, à coluna, que seu foco não é mais a prefeitura daquela cidade, como há oposicionistas e governistas apostando. "A prefeitura foi importante, foi bom, mas já passou, já foi".

Vira o disco > Lóssio, que acertou com Marina Silva sua filiação à Rede, pondera: "Já fui prefeito de Petrolina duas vezes. Meu desejo, agora, é poder levar para Pernambuco uma gestão que tenha como ponto central as pessoas".

Herança > Sobre a possibilidade de sua candidatura despertar a simpatia do Palácio das Princesas, na condição de contraponto à postulação de Fernando Bezerra Coelho, ele dispara: "FBC e o Palácio parecem estar discutindo o legado de Eduardo Campos. Eu quero discutir o futuro de Pernambuco. De nada adianta desenvolvimento econômico com o povo pobre sofrendo".

Jingle bells > Após denúncia do advogado Antônio Campos, o prefeito Professor Lupércio respondeu ao Ministério Público de Contas que o vídeo de Natal com o secretariado não utilizou recursos públicos. O clipe foi divulgado em redes sociais no final do ano.

Férias > Presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, nome de peso no PSDB paulista, estava na casa do empresário Jorge Petribu, em período de descanso, razão pela qual circulou pelo jantar oferecido pelo empresário Eustácio Vieira, em Toquinho, no sábado.

Amenidades > Ainda na confraternização promovida por Eustácio Vieira, Bruno Araújo e o governador em exercício, Raul Henry, hoje em lados opostos na política, trocaram uma ideia, mas o deputado garante que o assunto se deu em torno de "generalidades".

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