'Precisamos convencer mais gente', diz presidente do Instituto Lula

Ao discursar em uma jornada pela defesa da democracia - a oitava edição desde 2015 - Okamotto fez um apelo para que petistas e integrantes de movimentos de esquerda parem de pregar para convertidos.

Paulo Okamotto e o ex-presidente Lula Paulo Okamotto e o ex-presidente Lula  - Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, reconheceu nesta segunda-feira (14) dificuldade de mobilização popular pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril.

Ao discursar em uma jornada pela defesa da democracia - a oitava edição desde 2015 - Okamotto fez um apelo para que petistas e integrantes de movimentos de esquerda parem de pregar para convertidos. "Muita gente aqui é convertida. Já sabe da história", disse.

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E se esforcem, desde já, para ampliar o movimento em apoio ao ex-presidente. "Não da para esperar o processo eleitoral. Tem que ser desde já."

Só assim, com a mobilização de "milhões e milhões de pessoas", será possível tirá-lo da prisão, disse.

E, para convencer mais gente é preciso usar a inteligência, disse Okamotto, mas especificamente como fazer isso ele ainda não sabe, admitiu no discurso.

Lembrando os mais de 40 anos de amizade com Lula, Okamotto disse que, para o ex-presidente, é uma tortura ficar isolado, sem falar de política. E repetiu que Lula é um homem inocente.

"Não consigo imaginar o Lula sem alguém para discutir política. Lamentavelmente, ele está trancado. É quase uma solitária", afirmou Okamotto, quatro dias após visitar o ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

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