Prefeito de Bodocó determina devolução de sálarios

A reportagem da Folha não localizou o ex-prefeito para rebater as acusaçõe

O deputado Alberto Feitosa (SD) foi a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, na quinta-feira (28), juntamente com o professor e especialista em produção de energia, Carlos MariO deputado Alberto Feitosa (SD) foi a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, na quinta-feira (28), juntamente com o professor e especialista em produção de energia, Carlos Mari - Foto: Divulgação

A gestão do prefeito de Bodocó, Tulio Alves (DEM), constatou pagamentos efetuados em duplicidade feitos pela administração anterior, deixando déficit no caixa municipal. Em virtude desta constatação, funcionários públicos da cidade foram surpreendidos, na última segunda-feira (9), com uma convocação inusitada do atual governo para devolverem os valores.

Segundo a prefeitura, no dia 29 de dezembro do ano passado, a gestão do ex-prefeito Danilo Delmondes (PSB) efetuou “indevidamente pagamentos em duplicidade à servidores municipais”. Os recursos são oriundos dos 60% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - Fundeb.

“Após reunião entre o governo municipal atual, sindicato dos trabalhadores de Educação de Bodocó e gerência do Banco Bradesco foi definida a devolução dos valores recebidos indevidamente”, avisou a gestão, em nota. Ainda no comunicado, a Prefeitura afirma que “a gestão anterior deixou de efetuar o pagamento aos servidores efetivos da Educação (que recebem com os 40% do Fundeb) e demais secretarias, para realizar pagamento aos fornecedores”.

No rol dos beneficiários estão assessores administrativos, assessores especiais, coordenadores de contratos e convênios, fisioterapeutas e motoristas. A reportagem da Folha não localizou o ex-prefeito para rebater as acusações até o fechamento desta edição.

Primavera
Medida austera também adotou a prefeita de Primavera, Dayse Juliana (PDT). Na cidade, em seu primeiro decreto como gestora, ordenou o fechamento do prédio-sede para o público durante oito dias. O intuito é realizar uma auditoria e controle das contas públicas do município. Os serviços essenciais como pagamento de tributos e de manutenção não serão afetados.

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