homenagem

Prêmio de inclusão da Câmara ganha nome da deputada Amália Barros

A parlamentar faleceu no dia 12 de maio

Deputada federal Amália Barros (PL-MT) faleceu no dia 12 de maioDeputada federal Amália Barros (PL-MT) faleceu no dia 12 de maio - Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 16, um projeto de resolução que dá ao Prêmio Brasil Mais Inclusão o nome da deputada federal Amália Barros (PL-MT), que morreu no domingo (12). A gratificação é concedida a empresas, União, Estados, municípios, entidades ou indivíduos que se destacaram na promoção de inclusão de pessoas com deficiência.

A proposta aprovada é um substitutivo apresentado pela deputada federal Gisela Simona (União-MT), relatora do texto do deputado Abilio Brunini (PL-MT), que passou a ser analisado com outras três propostas, dos parlamentares Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Antônio Brito (PSD-BA), e Silvia Waiãpi (PL-AP) e Coronel Fernanda (PL-MT), todas com o objetivo de homenagear a parlamentar falecida.

De acordo com Gisela, a medida visa "não apenas reconhecer o trabalho e esforços individuais neste campo tão importante, mas também perpetuar a memória e o legado da deputada Amália Barros, que se dedicou fervorosamente à causa das pessoas com deficiência durante sua atuação" como parlamentar.

Amália perdeu a visão do olho esquerdo por causa de uma infecção - toxoplasmose - e precisou retirar o globo ocular, passando a usar uma prótese.

No relatório aprovado, Gisela ainda afirma que a resolução é uma forma de "cada vez mais difundir a luta pela inclusão e maior visibilidade aos mais de 18,6 milhões de brasileiros com deficiência que ainda são invisibilizados em suas lutas pela garantia de direitos".


De acordo com Brunini, a deputada, eleita pelo Estado do Mato Grosso com 70.294 votos em 2022, deixou evidente "sua paixão e comprometimento com essa causa" e teve sua trajetória "marcada por inúmeras conquistas e contribuições significativas". O parlamentar cita uma lei aprovada em 2021, que classifica a visão monocular como deficiência sensorial, e a fundação do Instituto Amália Barros, que realiza campanhas de doações de próteses oculares.

Com a proposta, as regras para a entrega do prêmio, que ocorre em setembro ou dezembro, quando se comemoram, respectivamente, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, continuam as mesmas. São dez contemplados com diploma de menção honrosa em duas categorias distintas, uma dedicada a personalidades e entes federados, a "Mérito Darci Barbosa", e outra que premia organizações e ONGs, a "Mérito João Ribas".

Amália Barros faleceu aos 39 anos após ficar hospitalizada em estado grave desde o dia 1º de maio. A parlamentar, que também era vice-presidente do PL Mulher nacional, ala feminina do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e amiga da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), foi submetida a vários procedimentos cirúrgicos após precisar retirar um nódulo do pâncreas.

O sepultamento ocorreu na segunda-feira, 13, na presença da família e de amigos da parlamentar, como Michelle, Brunini, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG).

 

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