Presidente do Instituto Lula diz que ex-presidente pensava em comprar sítio em Atibaia

Nesta ação penal, o Ministério Público Federal acusa Lula de ser o verdadeiro dono do sítio e de ter se beneficiado em mais de R$ 1 milhão em benfeitorias no imóvel

Paulo Okamotto e o ex-presidente Lula Paulo Okamotto e o ex-presidente Lula  - Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, afirmou na manhã desta segunda (7) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensava em comprar o sítio em Atibaia (SP), objeto de uma das ações penais em que o petista é réu. Questionado pela advogada do empresário Fernando Bittar, dono oficial do sítio, Okamotto confirmou que o tema foi tratado em um almoço, ao qual não esteve presente.

"O presidente Lula, já há algum tempo, ele achava que precisava comprar o sítio como um presente para a dona Marisa. Ele tinha um pouco de dúvida, mas ele tinha essa intenção", afirmou. Okamotto foi arrolado como testemunha de defesa de Bittar.

Nesta ação penal, o Ministério Público Federal acusa Lula de ser o verdadeiro dono do sítio e de ter se beneficiado em mais de R$ 1 milhão em benfeitorias no imóvel, frequentado pelo petista e seus familiares. As reformas teriam sido pagas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht. Okamotto também disse que a informação que tinha era de que o sítio pertencia a Fernando Bittar. Ele afirmou que frequentou o imóvel algumas vezes e que o empresário sempre esteve presente.

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Okamotto relatou, ainda, que ao final de 2010 o ex-ministro Gilberto Carvalho disse que ele teria que providenciar a retirada do acervo presidencial. "Fui informado de que uma parte do acervo seria levada para o sítio do Fernando."As audiências do processo foram retomadas depois que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou um pedido da defesa de Lula para retirar a ação do juiz Sergio Moro.

No dia 24 de abril, a Segunda Turma decidiu enviar relatos de delatores da Odebrecht sobre Lula para a Justiça Federal em São Paulo. Eles acolheram um recurso da defesa, que argumentou que os episódios narrados não tinham relação com a Petrobras e que, assim, não deveriam ser julgados no Paraná.

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