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Presidente do Republicanos diz a Flávio Bolsonaro que maioria do partido é a favor da neutralidade

Campanha do presidenciável, no entanto, ainda tenta novas conversas com dirigente partidário

Flávio ainda deve ter uma nova reunião com presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para insistir na tentativa de aliança.Flávio ainda deve ter uma nova reunião com presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para insistir na tentativa de aliança. - Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, disse nesta segunda-feira ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que 17 dos 27 diretórios estaduais do partido decidiram pela neutralidade na disputa presidencial.

A posição do partido nos estados indica que é inviável uma aliança nacional com Flávio. O dado foi transmitido por Pereira em reunião em Brasília que contou também com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Flávio ainda deve ter uma nova reunião com Marcos Pereira para insistir na tentativa de aliança. A convenção nacional do Republicanos está marcada para a manhã desta terça-feira e integrantes da cúpula da legenda dizem que é improvável que a sigla recue da decisão de adotar neutralidade.

Flávio tem a intenção de ter a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) como candidata a vice-presidente, mas a dificuldade para fechar aliança com o partido dela é um entrave.

O Republicanos chegou a avaliar uma aliança com Flávio no início do ano, mas uma série de atritos afastou o partido do presidenciável, como disputas entre Republicanos e o PL nos estados, caso do Rio de Janeiro.

A crise envolvendo o banco Master também consolidou um afastamento. O partido fez uma pesquisa interna que demonstrou que isso afetou negativamente a candidatura.

Na semana passada, Flávio chegou a convidar a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas o partido dela anunciou que vai adotar neutralidade.

Caso Flávio não tenha sucesso em atrair um partido aliado, o PL estuda algumas opções dentro da própria legenda para vice, como as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE). As duas já chegaram a sinalizar abertura para se candidatarem ao cargo.

Apesar disso, Flávio e integrantes do PL desejam insistir em atrair outros partidos e se recusam a definir antecipadamente que a candidata a vice vai ser do PL. A estratégia é usar todo o tempo disponível para tentar aliança com outro partido.

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