Política

Presos vivem em situação desumana e quadrilhas preocupam país, diz Temer

Presidente afirmou ainda que as facções que dominam presídios têm "preceitos próprios"

Senador Humberto Costa (PT-PE)Senador Humberto Costa (PT-PE) - Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (11) que presos no Brasil vivem em condições desumanas e que as quadrilhas atuantes em presídios preocupam a segurança nacional.

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A fala ocorreu na abertura de uma reunião com ministros do setor de infraestrutura que tem por objetivo analisar o programa de concessões lançado em 2016, com a possibilidade de incluir novos projetos.

A declaração do presidente acontece em meio a uma crise do sistema penitenciário nacional, com chacinas em presídios do Amazonas e de Roraima na primeira semana do ano.

Temer aproveitou para comemorar a redução da inflação oficial e também para relembrar o cumprimento de compromissos assumidos, principalmente com os parlamentares, como o pagamento de emendas.

Durante sua fala, o presidente afirmou que, apesar da Segurança Pública não ser atribuição direta da União, aumentou as verbas para o setor, citando a liberação de R$ 1,2 bilhão no final do ano passado de recursos do Fundo Penitenciário para os governos estaduais.

"Meu desejo é que daqui a alguns anos não haja necessidade de anunciar a construção de presídios. Só escolas, postos de saúde etc. Mas o Brasil tem um longo caminho para esse efeito. Nesse momento, a realidade que vivemos exige a construção de presídios para retirar as condições, convenhamos, desumanas que os presos se acham", disse o presidente.

O presidente afirmou ainda que as facções que dominam presídios têm "preceitos próprios" e que preocupam a segurança nacional.

"Para surpresa nossa, até quando fazem aquela pavorosa matança, o fazem baseado em códigos próprios. Essa questão ultrapassa os limite da segurança para preocupar a nação como um todo", disse Temer. "Há uma preocupação da União com o fenômeno segurança pública, porque ele envolve hoje quase, vamos dizer assim, a própria segurança nacional".

Após abrir o encontro com os ministros, Temer saiu para receber parlamentares que vieram falar sobre os problemas nos presídios do país.

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