Procurador se diz estupefato com postura do Congresso

Não quero crer que um julgamento pautado no Brasil

Propostas foram construídas por cerca de 40 organizações da sociedade civil que compõem o Recife de Luta. Propostas foram construídas por cerca de 40 organizações da sociedade civil que compõem o Recife de Luta.  - Foto: Beto Figueiroa

 

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, afirmou, na última quinta-feira (30), que ficou "estupefato" com a postura da Câmara dos Deputados de alterar o projeto de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público. "No que refere à votação da Câmara fico estupefato no sentido de que a Câmara não teve sensibilidade com uma proposta que contou com apoio de milhões de brasileiros", afirmou, por telefone, da China, onde está em viagem.

Segundo ele, “a forma atropelada com que tem sido conduzida a discussão levanta no mínimo alguma suspeita. Por que essa pressa toda?", disse. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu as críticas recebidas pelo PL, dizendo que quem quiser pode disputar as eleições de 2018.

“No sistema democrático, nós precisamos trabalhar de forma harmônica com os outros Poderes, mas temos a independência para legislar. Essa independência ninguém vai subtrair de cada um de nós. O que não podemos aceitar é que a Câmara seja um cartório carimbador de parte da sociedade”, alfinetou.

Sobre a tentativa (fracassada) do presidente do Senado, Renan Calheiros, de tentar votar o projeto a toque de caixa ainda nesta noite na Casa, Janot afirmou: "Não quero crer que um julgamento pautado no Brasil para hoje tenha sido a causa de toda a pressa. Me recuso a acreditar nisso", declarou.

Janot se refere à votação prevista hoje no Supremo Tribunal Federal da denúncia contra Renan, feita pela PGR, sobre o episódio em que o senador é acusado de receber ajuda de uma empreiteira para pagar a pensão de um filho que teve com uma jornalista.

 

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