Procuradores pedem ao STF medidas contra Gilmar

O texto condena a relação entre Gilmar e Jacob Barata Filho

O texto condena a relação entre Gilmar e Jacob Barata FilhoO texto condena a relação entre Gilmar e Jacob Barata Filho - Foto: TSE

 

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou, na quinta-feira (24), uma carta aberta direcionada aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede providências em relação à atuação do ministro Gilmar Mendes, que, para a entidade, coloca em dúvida a credibilidade do tribunal.
A ANPR representa cerca de 1.300 procuradores da República em todo o País. "Não é de hoje que causa perplexidade ao País a desenvoltura com que o ministro Gilmar Mendes se envolve no debate público, dos mais diversos temas, fora dos autos, fugindo, assim, do papel e do cuidado que se espera de um juiz, ainda que da Corte Suprema. Salta aos olhos que, em grau e assertividade, e em quantidade de comentários, sua excelência se destaca e destoa por completo do comportamento público de qualquer de seus pares", diz a carta.

O texto menciona a atuação de Mendes em relação ao processo que envolve o empresário Jacob Barata Filho, conhecido no Rio como "rei do ônibus". No dia 17, Mendes concedeu habeas corpus a Barata Filho. Pouco depois, o juiz federal Marcelo Bretas determinou novamente a prisão preventiva dele. No dia seguinte, o ministro do STF deu nova decisão e soltou Barata Filho. Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário que, em 2013, se casou com um sobrinho da mulher do ministro do Supremo.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a suspeição de Mendes no caso, apontando vínculos na relação de sociedade entre Barata Filho e o cunhado do ministro. A Procuradoria afirmou também que a mulher de Mendes, Guiomar Mendes, trabalha no escritório de advocacia Sergio Bermudes, ligado a alguns dos investigados nesse caso. Janot pediu que os atos de Gilmar sejam considerados nulos e que o ministro seja ouvido para esclarecer os fatos.

 

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