Procuradoria quer pena de 80 anos a Paulo Preto, apontado como operador do PSDB

Ex-diretor da Dersa, estatal paulista de rodovias, é réu por suspeita de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha

Paulo Preto, ex-diretor da DersaPaulo Preto, ex-diretor da Dersa - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal pediu à Justiça que Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (estatal paulista de rodovias) conhecido como Paulo Preto, seja condenado a cerca de 80 anos de prisão na primeira ação da Lava Jato de São Paulo. Nela, o ex-diretor é réu sob suspeita de peculato (desvio de dinheiro público), inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha.

A Procuradoria diz que ele desviou verbas públicas em reassentamentos de moradores para a construção do trecho sul do Rodoanel, obra viária que circunda a capital paulista. Os valores, corrigidos, ultrapassam R$ 10 milhões.

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Os pedidos foram feitos nas alegações finais do processo que corre na 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A defesa de Paulo Preto agora deve apresentar seus argumentos a respeito do caso e, depois, a juíza Maria Isabel do Prado dará a sua sentença.

O Ministério Público pede que o ex-diretor receba penas "em patamar próximo ou equivalente ao máximo" porque, para os procuradores, ele é o chefe do suposto esquema de desvios de verbas.

Além da condenação, solicitou que a pena seja aumentada em um terço porque ele ocupava cargo de direção na empresa. Outros três réus também tiveram pedidos de condenação, inclusive Tatiana Arana, filha de Paulo Preto, além de José Geraldo Casas Vilela, ex-chefe do departamento de assentamento da Dersa.

Além dessa ação, Paulo Preto é réu na Lava Jato paulista sob acusação de ter fraudado licitações e participado de formação de cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e do Sistema Viário Metropolitano de São Paulo entre 2004 e 2015.

Suspeito de ser operador do PSDB no estado, ele ainda é investigado de ter movimentado mais de R$ 100 milhões em contas no exterior. Procurada, a defesa de Paulo Vieira de Souza ainda não se manifestou.

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