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Projeto de um isolaria o outro e unidade estaria distante

Achar denominador é desafio da oposição

Fernando Bezerra Coelho, Mendonça Filho, Armando Monteiro, Bruno Araújo e Roberto MagalhãesFernando Bezerra Coelho, Mendonça Filho, Armando Monteiro, Bruno Araújo e Roberto Magalhães - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Na Oposição, as lideranças têm procurado ecoar a defesa de um projeto em detrimento do debate de nomes para corrida majoritária de 2020 no Recife. Nos bastidores, no entanto, na bolsa de apostas mais pé no chão, prevalece a seguinte tese: “A oposição terá, no mínimo, dois candidatos". Em outras palavras, integrantes do grupo lembram que há vários projetos paralelos caminhando e que cada um faz aposta mais alta no seu próprio, o que torna difícil se chegar a um denominador comum. A indicação de Douglas Cintra para Sudene, por exemplo, observa um oposicionista em reserva, não teria se dado, exatamente, como resultado de entendimento entre o senador Fernando Bezerra Coelho e o ex-senador Armando Monteiro Neto.

Assim como o fato de FBC ter falado em estimular Raul Henry, enquanto potencial candidato, não teria agradado integrantes antigos das hostes oposicionistas. Há quem avalie que não dá para apoiar de cara uma espécie de "cristão-novo", no caso de Henry atravessar da base do governo para a Oposição. Calcula-se que há nomes como Mendonça Filho, Priscila Krause, Silvio Costa Filho e André Ferreira que já estão na fila há mais tempo. A jogada de Fernando Bezerra em prol de Henry, aos olhos de alguns, tenderia ainda a isolar outros nomes da Oposição. Armando Monteiro assinou nota, no último domingo, externando preocupação com a defesa que FBC fez de Henry. Antes disso, Daniel Coelho alertara, em entrevista à Rádio Folha, que a oposição não poderia "incorrer no erro de sair com palanques divididos" sob risco de o Recife ter "duas candidaturas da mesma família”. E emendara: "O Recife não pode aceitar um segundo turno de dois primos”. Referia-se a João Campos e Marília Arraes. Talvez, porque a tese da unidade ainda seja realidade um tanto distante por essas hostes oposicionistas.

 

Déjà vu no PSB
Michel Temer ainda era presidente quando Tereza Cristina, então alinhada ao Planalto, foi escolhida líder do PSB na Câmara, derrotando Tadeu Alencar. Tadeu acabou assumindo a função após Tereza ser destituída e Júlio Delgado passar um período como líder. Na recondução de Tadeu, em fevereiro, Danilo Cabral e Delgado também tinham nomes no páreo, mas retiraram e Tadeu foi eleito por unanimidade. Agora, a bancada está dividida mais uma vez.
Fator Molon > Danilo Cabral tinha nome no radar para suceder Tadeu, mas nova variável pode mudar os planos: o fator Alessandro Molon. Molon foi o nome apresentado pela sigla para ser líder da Oposição no início do ano. Agora, um movimento fora dos planos surge no sentido de alçá-lo líder do PSB.
Meio a meio > Pelo acordo, o PSB ocuparia a liderança da Oposição por um ano, que se encerra agora, quando a bancada parece estar meio a meio. Desta vez, entre Molon e Danilo Cabral.
Útil ao agradável > O governador Paulo Câmara faz reunião com o secretariado amanhã. Em pauta, o balanço de 2019 e as perspectivas para 2020. Vai reunir o time para obrigação primeiro e depois comanda confraternização com os auxiliares em Aldeia.
Nas... > Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, prefere não atribuir a indicação de Douglas Cintra para Sudene à relação dele com Armando Monteiro Neto. "A gente não pode rotular pessoas por terem ligação com determinada figura. Douglas tem história própria e tem currículo próprio construído ao longo de uma vida".
...entrelinhas > Miguel prossegue: "Pernambuco inteiro sabe da amizade que Douglas tinha com senador Armando. Agora, Douglas é uma pessoa técnica que tem todos os requisitos e critérios para poder estar na Sudene e fico feliz que o senador (Fernando Bezerra Coelho) tenha feito sua escolha de uma indicação tão apropriada para um orgão que precisa". 

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