PSB pode apostar em Joaquim Barbosa para 2018

Declaração do ex-ministro, revelando o desejo de concorrer na eleição presidencial, animou os socialistas

Joaquim conversou com lideranças da sigla recentementeJoaquim conversou com lideranças da sigla recentemente - Foto: Fellipe Sampaio/STF

Protagonista do julgamento do Mensalão, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, demonstrou o interesse de concorrer a Presidência da República e, entre as legendas que conversou, destacou o PSB. Há alguns meses, o magistrado aposentado conversou com lideranças da direção nacional da agremiação, mas o tema foi a crise política e econômica no cenário nacional. A declaração do jurista animou lideranças da sigla que, apesar de considerar a disputa eleitoral um assunto ainda distante, elogiaram o jurista como uma alternativa positiva para a disputa presidencial.

Presente na conversa com o ex-ministro, o secretário-geral do PSB Nacional, Renato Casagrande, afirmou que a agremiação está de braços abertos para receber o quadro. "O PSB está totalmente aberto. Se ele estiver disposto para vir para o partido, estamos 100% de braços abertos para recebê-lo", afirmou, em contato por telefone com a reportagem. O dirigente se mostrou surpreso com a declaração de Joaquim Barbosa, mas o elogiou como um grande quadro do País. Segundo ele, a conversa ocorrida há alguns meses foi uma análise de conjuntura que não tratou de questões partidárias.

Vice-presidente do PSB estadual, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) também defendeu as qualidades ex-ministro, mas adiantou que ainda é cedo para definir um nome para as eleições presidenciais. "É um bom nome, com envergadura. Ainda é muito cedo, mas seria uma boa alternativa. Acredito que o mais importante para o PSB é discutir um projeto e um perfil de candidatura para, depois, discutir nomes", adiantou. Em 2014, lideranças do PSB chegaram a conversar com o ex-ministro para atrai-lo para a sigla com o intuito de reforçar o projeto presidencial do ex-governador Eduardo Campos. A ideia era lançá-lo para o Senado ou Governo do Rio de Janeiro, mas as articulações acabaram não vingando.

Desde a morte de Eduardo Campos, o PSB não construiu um outro nome de relevo para as eleições presidenciais. A legenda vem tentando construir uma posição mais independente sem ter liga nem com o projeto presidencial do PT, PSDB ou o PMDB do presidente Michel Temer (PMDB). Uma alternativa própria, na avaliação de lideranças socialistas em reserva, seria salutar para não haver vinculação com projetos que estão desgastados com a opinião pública hoje.

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