PSB prepara-se para substituições na CCJ

Mudanças terão um impacto direto na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB)

Júlio Delgado (PSB) é deputado federal por Minas GeraisJúlio Delgado (PSB) é deputado federal por Minas Gerais - Foto: Divulgação

O impacto da reunião do diretório nacional do PSB, na próxima segunda-feira (9), na bancada socialista o no Congresso Nacional já enseja articulações dos parlamentares da sigla. A expulsão da líder na Câmara, Tereza Cristina (PSB-MT), e dos membros da Comissão de Constituição e Justiça, Fábio Garcia (PSB-MS) e Danilo Forte (PSB-CE), terão um impacto direto na votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), prevista para os próximos dias. Um efeito desejado pela cúpula do PSB, que já fechou um entendimento em defesa da saída dos dissidentes.

A possibilidade do resultado da reunião impactar no destino da bancada em cima da hora da votação da denúncia contra o chefe do Executivo na CCJ virou mote de preocupação entre os parlamentares. A ala alinhada com o diretório nacional deseja fazer valer sua postura de oposição e se movimentará nos próximos dias para garantir um nome com afinidade com sua posição. "Conversei com os amigos da bancada, mas não conseguimos articular um nome. Vamos defender alguém que siga a orientação da direção partidária. Devemos nos articular neste fim de semana para garantir que tenhamos uma decisão rápida, caso seja confirmada a expulsão dos quatro deputados", afirma o deputado federal Julio Delgado, membro do diretório que votará em defesa da saída dos infiéis.

A definição do próximo líder é estratégica porque ele poderá definir os nomes que ocuparão as cadeiras restantes na CCJ, além de influenciar nos próximos embates na Casa. Além da provável saída de Garcia e Forte, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB), favorável ao afastamento de Temer, estará em missão na China e não poderá votar no colegiado. Desta forma, restarão três vagas na comissão. Os atuais suplentes são os deputados federais Danilo Cabral (PSB-PE), Hugo Leal (PSB-RJ), Gonzaga Patriota (PSB-PE) e João Fernando Coutinho (PSB-PE). Destes, o único que não votou a favor da abertura da primeira denúncia contra o chefe do Executivo foi Coutinho, que não esteve presente na votação.

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