PSDB moverá, primeiro, as peças no tabuleiro

Almoço no Palácio das Princesas foi breve, durou cerca de uma hora

O PSDB foi o partido mais votado do País nas eleições deste ano, segundo dados do TSE. A sigla obteve 17,6 milhões de votos e cresceu 25% em relação a 2012. Atrás dele, vem o PMDB, que teve queda, passando de 17 milhões para 14,8 milhões. Em terceiro lugar, aparece o PSB, que sofreu perdas, mas obteve, nas urnas, 8,3 milhões de votos. O tucanato, que segue com mais de um nome para disputar o Planalto em 2018, deve ser o primeiro a movimentar as peças no tabuleiro, ainda no primeiro semestre de 2017, quando se dará a convenção, através da qual será eleito o novo presidente nacional da sigla. “Se for uma disputa como máquina, não tenho dúvida de que Aécio (Neves) vence, do ponto de vista de estrutura. Mas Aécio não é candidato por ser”, observa um tucano em reserva. O resultado da convenção dirá se o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, estará ou não confortável no PSDB depois disso. Na esteira, devem se dar definições no PSB, que tem o vice-governador de São Paulo, Márcio França. Segundo socialistas já pontuam nas coxias, ele é candidato em potencial à presidência nacional da sigla. Alckmin poderá precisar do apoio nacional do PSB daqui para lá, ou poderá necessitar se abrigar no partido, como ponderam socialistas. Não está descartado ainda que a ala pernambucana vá para essa disputa pela presidência do PSB. Paulo Câmara, que é vice-presidente nacional, tem boa relação com Alckmin, com quem almoçou ontem. Agora, tucanos de bico grande advertem que a possível migração do governador paulista para o PSB teria perdido força depois que as urnas foram abertas em 2016. “Se os tucanos já duvidavam disso (da travessia), agora, com eleição de João Dória em São Paulo e com o tamanho do PSDB, esse assunto está encerrado, até mesmo para os alckminstas”, crava um membro do PSDB. Por enquanto, Alckmin cultiva relação estreita com o PSB e deu sinal de sua atenção com Paulo Câmara ontem, na vista que fez ao Estado.

Almoço no Palácio das Princesas foi breve, durou cerca de uma hora

Sem grilo
Na van, ao sair da UFPE e perceber que um grupo de estudantes ainda gritava contra o “golpe”, Geraldo Alckmin cuidou de tranquilizar o governador Paulo Câmara e os tucanos que o acompanhavam: “Não se preocupem. Estou acostumado. Também fui estudante e presidente de grêmio estudantil”.

Prato feito > No Palácio das Princesas, apenas amenidades no papo. Falou-se sobre governadores que moram nos palácios - caso de Alckmin, devido, sobretudo, à questão de mobilidade em São Paulo. Então, destacou-se que o último governador de Pernambuco que fez do Palácio das Princesas sua residência foi Roberto Magalhães.

Ala feminina > Magalhães foi amigo de Alckmin da Câmara Federal. O governador de São Paulo falou ainda sobre cuidados com a saúde. Além de Raul Henry, o ex-governador Joaquim Francisco, participou, além das primeiras-damas, incluindo Lu Alckmin.

Eis a... > Ex-prefeito do Recife, João Paulo garante que as pedras retiradas, durante a reforma do calçadão de Boa Viagem, realizada na sua gestão, não era pedras portuguesas, como muito se fala. “Aquelas pedras vinham das pedreiras de São Lourenço da Mata”, registrou ele, ontem, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM.

...questão > E prosseguiu: “Se é conveniente, pode chamar de pedra portuguesa”. Segundo ele, antes da reforma, elas “eram mal assentadas” e isso era um “risco para quem anda” e “não davam conforto para população”. Ele define como “pedras portuguesas que não era pedras portuguesas”.

Sem retorno > Após o Sinpol decretar greve por tempo indeterminado, o líder da oposição, Silvio Costa Filho realçou, em nota, que, há quinze dias, entregou pedido de audiência - sobre Segurança - ao governador, o qual continua sem resposta. A justiça decretou ilegalidade da greve.

 

 

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