PT considera reformulação total do partido

O deputado afirmou que há um racha sobre os rumos que o partido deve tomar.

Arraial do GDArraial do GD - Foto: Divulgação

 

BRASÍLIA (AG) - A Executiva nacional do PT se reuniu pela primeira vez após a ampla derrota eleitoral de domingo, quando perdeu quase 60% do número de prefeituras País afora. E, diante do quadro, a cúpula da legenda já discute uma reformulação total do partido. O secretário nacional de assuntos institucionais do PT, o deputado federal Reginaldo Lopes (MG), disse que a legenda pode analisar uma proposta de reformulação de sua marca: a estrela vermelha, o número 13 e até o nome do partido, podem sofrer alterações. A saída, segundo Lopes, poderia vir por meio da refundação da legenda.

“Os valores que o PT defende estão cada vez mais vivos na sociedade. Agora, tem uma barreira que as elites conseguiram criminalizar, que é a estrela, o 13, o PT. Então, o que fazer? Há uma criminalização ao PT, à marca e não ao nosso conteúdo”, declarou. Ainda ontem, a Democracia Socialista, corrente petista, divulgou uma nota em que afirma que setores do partidos se associaram e foram tolerantes com “práticas corruptas tradicionais”.

O deputado afirmou que há um racha sobre os rumos que o partido deve tomar.

Enquanto um grupo defende a troca de comando do partido apenas no final de 2017, outro quer a antecipação de novas eleições para o diretório nacional. Lopes disse que é preciso que o partido responda à sociedade sobre os rumos da legenda e apresente propostas para mudar os cenários político e econômico.

“O PT deve uma resposta à sociedade. Nossa bancada não adianta ficar falando da crise e não apresentar propostas para o País. O partido ganhou votos na disputa do campo das ideias. Se ficar na tese do ‘é golpe, é golpe’ aí não vai dialogar nunca”, desabafou. 

Sobre um possível nome do partido para concorrer a presidência da República em 2018, Lopes afirmou que a prioridade do partido, no momento, é se restabelecer no cenário político.

 

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