PT do Recife marcou data com Marília Arraes: dia 28

Calendário está na pauta e coordenador do GTE nacional, José Guimarães estará presente

Candidatura de Marília Arraes é questionada pelas instâncias estadual e municipal da legenda, que preferem manter a aliança com o PSBCandidatura de Marília Arraes é questionada pelas instâncias estadual e municipal da legenda, que preferem manter a aliança com o PSB - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A reunião vai ser realizada no Recife e foi articulada pelo coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), deputado federal José Guimarães. O encontro reunirá o GTE municipal, o GTE estadual com a participação de membros do GTE nacional, caso de Guimarães. Na pauta, o calendário e a tática que a sigla adotará na Capítal pernambucana para a corrida majoritária deste ano. Leia-se: a ideia central é definir o prazo que a legenda terá para decidir se Marília Arraes será ou não candidata à Prefeitura do Recife. A cautela maior é para que o acordo político feito entre as lideranças de Pernambuco e o ex-presidente Lula no sentido de que uma decisão, no Recife, saia até o final de março, seja respeitado. Marília temia que um prazo mais elástico (a executiva nacional estabeleceu até junho para os diretórios em geral tomarem suas decisões) fosse adotado. Por isso procurou o senador Humberto Costa, como a coluna cantara a pedra, para solicitar que a reunião do diretório municipal, realizada no último dia 8, não entrasse no mérito do calendário, uma vez que ela não estaria presente. Tanto ela quanto Humberto encontravam-se no Rio de Janeiro, onde ocorreu a reunião da executiva nacional e a festa dos 40 anos do PT. A solicitação foi atendida e essa reunião do próximo dia 28 é uma resposta a isso.

Presidente do PT no Recife, Cirilo Mota adianta, à coluna, que vai defender uma proposta de calendário a ser aprovada pelo executiva municipal. Há intenção de postergar isso? Ele devolve: "Não, não!". E avisa: "A gente pretende resolver até o final de março". Final de março foi o prazo estipulado por Lula, mas tem a ver também com a necessidade de Marília de ter tempo para trabalhar a chapa propocional e construir a unidade na sigla, caso a candidatura venha a se confirmar. A direção nacional já sinalizou ser a favor. O diretório municipal tem ampla maioria contra. Mas nem um lado nem o outro estão querendo guerra. A conferir.

 

Há chance de novo PED
Cirilo Mota realça, à coluna, que mais de 80% do diretório municipal do PT é a favor de manutenção da aliança com a Frente Popular. Marília Arraes conta, segundo ele, com 15% de integrantes que, como ela, defendem candidatura própria. Resultado: o presidente diz que, além do calendário, então, não está descartado novo PED para rever essa composição.
Saída de > "A gente não está descartando que haja candidatura própria. Nesse encontro do dia 28, além do calendário, as regras também serão definidas, se vai fazer PED extra para definir novos delegados", explica Cirilo Mota.
...emergência > O presidente completa: "A gente quer construir uma saída para que não tenha brecha para intervenção". Cirilo Mota avalia que o caminho para o consenso, talvez, seja "tentar nivelar" essa composição de delegados. Mas grifa: "Isso é Cirilo Mota pensando". E fala em uma forma de "legitimar a decisão tomada".
O chamado > O ex-presidente Lula convocou reunião para hoje, em Brasília, com as bancadas de senadores e deputados. Humberto Costa está viajando, mas Marília Arraes deve ir.
Agenda > João da Costa encaminhou convites da audiência pública que realizou, ontem, a todos os deputados. Da bancada federal, quem marcou presença foi Túlio Gadêlha. Embora PT e PDT tenham projetos majoritários paralelos para o Recife, o pedetista registrou que já vinha se reunindo com as direções de sindicatos no esforço de barrar as privatizações do Serpro e da Dataprev. 

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