PT pode definir se terá candidatura antes do dia 10

Sigla deverá votar e decidir se manterá ou não Marília Arraes no páreo da disputa pelo Palácio das Princesas

Pedido de Marília provocou receio de que decisão interna do próximo dia 10 seja judicializadaPedido de Marília provocou receio de que decisão interna do próximo dia 10 seja judicializada - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Ao cancelar a visita que faria a Pernambuco, na última sexta-feira (25), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad trocou telefonemas, na última quarta, com o governador Paulo Câmara e com a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo do Estado, Marília Arraes. A desistência de Haddad, atribuída ao problema do desabastecimento, causado pela greve dos caminhoneiros, acendeu o sinal amarelo entre aliados de Marília, mas foi lido como sinal verde entre governistas, que defendem uma aliança entre PT e PSB.

Em outras palavras, membros da Frente Popular já admitem que a decisão do PT sobre se aliar aos socialistas em Pernambuco pode, agora, sair antes do dia 10, data definida pela sigla para votar e decidir se manterá ou não Marília Arraes no páreo da disputa pelo Palácio das Princesas. Alguns socialistas observam que Haddad já recuou da visita ao governador para "não ter que dar palanque" à vereadora petista também. Haddad teve a cautela de dar uma satisfação a Marília. E, segundo pessoas próximas da vereadora, teria até se disponibilizado a gravar vídeo para ela, uma vez que saíra da reunião com o ex-presidente Lula, citando o nome do governador Paulo Câmara e enaltecndo as "boas ideias" do socialista.

Alguns petistas avaliam que, para as coisas ficarem equilibradas, ele teria que posicionar-se sobre Marília também, na passagem que faria ao Estado. Diante da mudança de planos, deu-se uma bolsa de apostas em torno da possibilidade de uma posição da direção nacional se antecipar a uma votação no dia 10. Nas coxias, há quem aponte a iniciativa de Marília de pedir acesso ao estatuto e às resoluções recentes da sigla como um ensaio de uma judicialização, o que teria gerado ruídos com o comando nacional, segundo circula nos bastidores.


OLHO: Socialistas observam que Haddad já recuou da visita ao governador para "não ter que dar palanque" à Marília

Do que pedem os governadores
Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel teria adotado tom enfático durante o encontro dos governadores do PT com a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann. Grifou que precisa do apoio do PSB naquele Estado, onde perdeu apoio do PMDB e está isolado.

Lá e cá - No PT, há quem faça uma conta de Pimentel representa um governo já em andamento, enquanto o projeto de Marília Arraes em Pernambuco seguiria como uma "interrogação", o que tornaria a aposta em Pimentel mais segura.

Dirigente - Marília não considera que os governadores do PT, dedicados a arrumar suas composições regionais, possam pressionar nesse processo. Após conceder entrevista à coluna digital No Cafezinho, ainda na quinta-feira, a vereadora ponderou: "Gleisi (Hoffmann) já mostrou que não é suscetível a esse tipo de pressão".

Sem bronca - Na avaliação do deputado federal Jarbas Vasconcelos, a candidatura de Mendonça Filho ao Senado pela chapa das oposições, não interfere na sua. "Uma coisa não impede a outra. Vamos buscar votos diferentes", assinala o emedebista em meio a rumores de que o democrata poderia deixar de concorrer, caso o ex-governador crave a candidatura.

União 1 - Os Governadores dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Rondônia e Distrito Federal, reunidos em Cuiabá, assinaram, ontem, a Carta de Cuiabá, manifestando-se sobre a recente crise nos preços do combustíveis.

União 2 - Entre outros tópicos, registraram que "o aumento dos preços se deve à política de preços da Petrobras, que deve ser resolvida pela própria empresa e pela sua controladora, a União Federal". Pontuaram ainda que "a União, ao desonerar a CIDE-Combustíveis, não resolve o problema dos preços dos combustíveis e tenta socializar com os Estados a responsabilidade para equacionar o que está em sua governança como acionista majoritário da Petrobras".

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