Putin é 'um escravo da guerra', afirma Zelensky
Presidente ucraniano ressaltou a importância do fornecimento rápido de mísseis de defesa antiaérea para proteger seu país de ataques russos
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou neste sábado (14), na Conferência de Segurança de Munique, que o presidente russo, Vladimir Putin, é “um escravo da guerra”.
"Ninguém na Ucrânia acredita que irá deixar o nosso povo em paz, e também não deixará outras nações europeias em paz, porque não consegue abrir a mão da ideia de guerra. Pode ser que ele se veja como um czar, mas na realidade é um escravo da guerra", declarou.
Zelensky, que está no fórum desde sexta-feira (13), ressaltou a importância do fornecimento rápido de mísseis de defesa antiaérea, para proteger seu país de ataques russos que, segundo ele, danificaram todas as centrais elétricas ucranianas.
"A maioria dos ataques é dirigida contra as nossas centrais elétricas e outras infraestruturas de grande importância. Não resta uma única central na Ucrânia que não tenha sido derrotada pelos ataques russos", afirmou.
Leia também
• Porta-voz da Rússia nega alegações de envenenamento de Navalny, opositor ao governo
• Opositor Navalny foi envenenado na prisão pela Rússia, afirmam cinco países europeus
• Zelensky pede aos EUA aprovação imediata de garantias de segurança à Ucrânia
Os bombardeios deixaram centenas de milhares de pessoas sem aquecimento, em meio a temperaturas muito abaixo de zero.
Em publicação nas redes sociais, Zelensky disse ter falado por telefone com o enviado americano Steve Witkoff e com o genro de Donald Trump antes das conversas.
“Confiamos que as reuniões são realmente produtivas”, acrescentou.
No entanto, não tendo feito qualquer avanço diplomático até ao momento, o líder moderno instou os seus aliados ocidentais a tomar decisões políticas mais rápidas.
“As armas evoluem mais rápido do que as decisões políticas destinadas a detê-las”, afirmou.
Os drones Shahed, de concepção iraniana, que a Rússia utilizou, foram muito mais letais, apontou.
Na sexta-feira, a Rússia anunciou uma nova rodada de negociações nos dias 17 e 18 de fevereiro com representantes da Ucrânia e dos Estados Unidos, para tentar encontrar uma saída para o conflito, que em breve entrará no seu quinto ano.

