Quanto custa bancar o salário do seu político?

Às vésperas da eleição, a Folha fez um estudo sobre o valor que será destinado aos seus candidatos

Até Nunca MaisAté Nunca Mais - Foto: Divulgação

Conhecidos como os “representantes do povo”, os vereadores são responsáveis por fiscalizar a Prefeitura e propor leis. Neste domingo (2), os eleitores de todo o País votarão para escolher seus representantes, que exercerão suas funções parlamentares durante os próximos quatro anos. Mas, afinal de contas, quanto custa manter um vereador? Motivada por esta pergunta, a Folha de Pernambuco fez um levantamento das verbas destinadas ao custeio das Câmaras Municipais de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes, que decidiram não reajustar os vencimentos pelos próximos quatro anos, em razão da grave crise econômica do País.

Na Câmara Municipal do Recife, o montante total repassado ao custeio dos parlamentares é de R$ 736.556,24 e o valor pago a cada um dos 39 vereadores é de R$ 15.031,76. A decisão pelo congelamento do salário para os futuros parlamentares da Capital foi tomada em abril deste ano, através do Projeto de Decreto Legislativo nº 9/2016. Na ocasião, o presidente da Casa de José Mariano, o vereador Vicente André Gomes (PSB), citou a crise econômica para justificar o congelamento. “Não seria justo dar aumento aos vereadores quando o restante da sociedade sofre com a crise”, explicou, na época. Mesmo assim, cada parlamentar também recebe, por mês, R$ 2.300,00 com auxílio combustível, R$ 3.095,86 com ticket alimentação e tem direito a R$ 4.600,00 de verba indenizatória. Cada gabinete tem direito a 23 assessores e o gasto com pessoal é de R$ 58.800,00 mensais.

Em Olinda, o gasto mensal com o subsídio bruto dos vereadores é de R$ 204.425,00. A Câmara Municipal tomou a decisão de não rejustar os salários no último dia 29. Com isso, os dezessete vereadores que assumirem o mandato no próximo ano terão direito ao mesmo valor pago mensalmente aos atuais parlamentares (R$ 12.025,00). Segundo informações repassadas pela assessoria da Casa, os vereadores não recebem auxílios nem verba indenizatória, montante repassado para cobrir despesas de trabalho dos parlamentares. O pagamento dos assessores é feito diretamente pela Câmara, com valores tabelados para cada cargo. Os vereadores olindenses teriam direito a 20 assessores no máximo. Mas, segundo a assessoria, a média é de 10 pessoas por escritório.

Já a Câmara de Jaboatão destina R$ 405.837,00 ao custeio dos parlamentares. De acordo com a assessoria da Câmara, o valor do subsídio dos 27 parlamentares é de R$ 15.031,00. O Legislativo não fornece uma verba indenizatória, mas seus vereadores têm direito, mensalmente, a R$ 1.400,00 em auxílio alimentação e R$ 2.300 de auxílio combustível. Cada vereador tem direito a nove assessores e é disponibilizado R$ 20.000,00 para seus salários. Prefeitos
No que diz respeito ao gasto com o subsídio dos prefeitos dessas três cidades, o Portal da Transparência de Olinda informa que o chefe do Executivo deste município tem o salário base de R$ 19.132,61. Por sua vez, a assessoria da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que o gestor ganha R$ 18.034,00 em seu salário bruto. Já no caso da Prefeitura do Recife, o prefeito Geraldo Julio (PSB) optou pelo salário de auditor do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE). Com isso, ele recebe o valor líquido mensal de R$ 15.281,54, um pouco superior ao vencimento previsto para o prefeito da Capital pernambucana, que é de R$ 14.635,00.

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