PARTIDO

Rachados, integrantes do União Brasil se reúnem a portas fechadas para decidir sobre eleição

Atual presidente, Luciano Bivar diz a interlocutores que clima com Rueda, seu vice, está "pior que Israel e Hamas"

Luciano Bivar, presidente  do União Brasil NacionalLuciano Bivar, presidente do União Brasil Nacional - Foto: reprodução

Em meio a uma escalada da crise que envolve a sucessão do União Brasil, membros do partido se reúnem a portas fechadas para definir o novo presidente da sigla nesta quinta-feira.

O partido vive um racha na disputa entre o atual presidente, Luciano Bivar, e o vice-presidente, advogado Antônio Rueda.

Nesta quarta-feira, o presidente do União recebeu a imprensa com um envelope escrito “denúncias”, mas, durante a entrevista, não apresentou provas do que teria contra o adversário. Ao seu lado estavam poucos aliados, o que reforça o cenário de isolamento no partido.

Bivar e Rueda encabeçam chapas adversárias para comandar a legenda, em votação marcada para hoje às 9h. O presidente do partido afirmou que os advogados da sigla estão analisando a formação das chapas para saber se a eleição seria realizada.

— As chapas ainda não foram examinadas em suas minúcias. Então, a gente não pode dizer ainda dessa situação, com relação a posicionamento do partido a respeito da legalidade das chapas — disse Bivar.

A convenção nacional da sigla ocorre na sede do partido em Brasília, no Brasil 21, prédio empresarial no centro da capital. Já pela manhã começa a circular nos grupos da sigla um aviso de cancelamento da eleição.

Às 9h da manhã, horário marcado para início do evento, o saguão de recepção do edifício estava lotado de filiados que viajaram de todo o país para eleger o novo presidente do partido. Os elevadores de acesso também estavam abarrotados de membros da sigla.

Na porta da sede, no 9º andar, estava pendurado um comunicado de cancelamento da convenção nacional. Apenas deputados federais, senadores, ministros e pessoas autorizadas pelo comando do partido têm a entrada autorizada. Ao lado, agentes da Polícia Federal observam o movimento.

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