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Raquel Dodge defende prisão em segunda instância em palestra em Harvard

Raquel Dodge explicou que no Judiciário brasileiro a autoria do crime é examinada apenas até a segunda instância e que, na sua avaliação, o cumprimento da sentença condenatória não resulta em violação da presunção de inocência

Raquel Dodge insistiu, em manifestação ao STF, que Eduardo Cunha continue preso Raquel Dodge insistiu, em manifestação ao STF, que Eduardo Cunha continue preso  - Foto: Divulgação

Em palestra nesta segunda-feira (16) no Simpósio da Associação Brasileira de Direito de Harvard, na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou a defender a execução da pena após decisão de segunda instância e a aplicação da lei a todos, como forma de combater a impunidade no Brasil.

A procuradora-geral explicou que no Judiciário brasileiro a autoria do crime é examinada apenas até a segunda instância e que portanto, na sua avaliação, o cumprimento da sentença condenatória não resulta em violação da presunção de inocência.

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“Aumentar a velocidade na investigação sem diminuir a qualidade da prova, apresentar ao Judiciário uma prova produzida sem ofensa a nenhum valor constitucional, não adiantar a culpa do réu. Tudo isso é um desafio para o trabalho do Ministério Público Federal. Mas uma vez comprovada essa culpa, é necessário garantir a certeza de punição”, defendeu Dodge.

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