Recado embutido para defecções na PEC 241

Tadeu lembrou que o próprio Temer, em entrevista, disse que era possível, em quatro, cinco anos, encaminhar nova PEC

A reunião, na quinta-feira, na casa do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, tinha como foco o debate de algumas linhas da Reforma Política. A proposta é trabalhar para estabelecer uma sinergia entre Câmara Federal e o Senado. A PEC 241 não estava em pauta. Mas o líder do governo, André Moura, cuidou de deixar um recado para os partidos nos quais foram detectadas defecções. E um deles foi o PSB, que tem na liderança, hoje, o deputado federal Tadeu Alencar, uma vez que Paulo Folleto (ES) está de licença médica. André Moura queria sinalizações para transmitir ao Planalto. Tadeu tratou de deixar as coisas claras, já que o PSB foi um dos que deu mais votos contrários. Ele próprio, inclusive, votou contra. No entanto, Folleto orientara posição a favor. Tadeu esclareceu que o fato de estar “provisoriamente” na liderança não o fará alterar o comando de Folleto à bancada. “Mas também não vou alterar posição individual”, ressalvou aos líderes presentes. O deputado pernambucano argumenta o seguinte: “Eu separo muito bem minha posição individual, que sustentei com clareza e não vou mudar. São motivos sólidos e não motivos flutuantes”. Tadeu avisou que não vai trabalhar contra. Do PSB pernambucano, quatro parlamentares votaram contrários e não deve haver mudança de posição. João Fernando Coutinho chegou a receber telefonema do governo com reclamação sobre a decisão de votar contra, mas a manterá na terça-feira.

Dosimetria
Na reunião dos líderes, Tadeu Alencar lembrou que o PSB tinha maioria consistente a favor da PEC, que o debate era importante para o País, mas que, “na dose que foi aplicado, poderia gerar efeitos colaterais indesejáveis”.

Escolhas > O Senado pautou dois temas que devem ser votados na Reforma Política: Cláusula de barreira e fim das coligações proporcionais. Na Câmara, os dois eixos escolhidos são: financiamento de campanha e alteração na lei dos partidos.

Para já > Reeleito para Câmara de Vereadores do Recife, Jayme Asfora defende que uma Reforma Política se dê imediatamente em todas as esferas. “O voto do cidadão está em xeque. O que mais ouvimos, após um pleito eleitoral, são queixas sobre as injustiças desse processo: voto em pessoas comprometidas com uma causa pode levar à eleição de alguém que tenha uma posição diametralmente oposta”, argumenta o peemedebista.

Bolsa de apostas > Nas hostes tucanas, faz-se a seguinte comparação para defender que Geraldo Alckmin não deixa o PSDB: “Quem está em Recife não tem problema de deixar o PSDB. Agora, quem está em São Paulo tem. Vai ver o que aconteceu com Andrea Matarazzo: desapareceu em São Paulo”. O tucano, em reserva, prossegue: “São Paulo é uma cidade em que ser PSDB já é recado para milhares de eleitores”.

Emendas > O senador Fernando Bezerra Coelho quer garantir mais R$ 15 milhões para Pernambuco no Orçamento Geral da União em 2017. Este foi o valor das emendas apresentadas por ele, esta semana, à Lei Orçamentária Anual. O Senador destinou R$ 7,4 milhões para a saúde e o restante está dividido entre Educação, Cidades e ações junto à Codevasf.

E o precinho, ó! > João Paulo fazia um comício na sexta-feira, na rua sete de setembro, no Centro do Recife, perto de um local onde se aferia pressão e se realizava teste de glicose. Uma militante, então, o guiou e insistiu para que conferisse como estavam suas taxas e pressão. No final, foi cobrado o valor de R$ 8. O petista tinha R$ 10. O troco foi pedido como gorjeta pela pessoa que atendia, bem no momento em que o petista é que já espera uma ajudinha do partido.

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