Recuo do Senado pode agravar disputa por protagonismo

Bombeiros já vinham agindo em relação à Reforma Tributária

Davi Alcolumbre e Rodrigo MaiaDavi Alcolumbre e Rodrigo Maia - Foto: Jefferson Rudy /Marcelo Camargo

Senadores chegaram a articular a aprovação do texto que afrouxava regras eleitorais, impondo pequenas mudanças apenas ao original vindo da Câmara Federal. Mas, na tarde de ontem, um acordo de líderes rendeu recuo da Casa Alta nas principais regras. Nas palavras do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, registradas em sua rede social, o resultado foi o seguinte: “O texto construído em acordo com o senadores mantém o mesmo valor do financiamento de campanha das últimas eleições. Os demais pontos, aprovados na Câmara, foram rejeitados”. Antes, quando o projeto ainda seguia para a CCJ, Davi avisara: “Os senadores pretendem corrigir o texto aprovado pelos deputados”. O assunto não é o único que opõe a Câmara Federal e o Senado. Uma tensão latente já era admitida por parlamentares em relação à Reforma Tributária.

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, ao ser indagado, definira o referido caso como “disputa por protagonismo”. Mas adiantara, como a coluna registrou no último sábado, que um grupo formado por deputados e senadores já havia sido criado e estava trabalhando para aproximar os textos das duas Casas. A ação tinha o objetivo de pacificar o mal-estar latente nos bastidores nesse quesito. Leia-se: o Senado ensaiou prevalecer no debate da reforma tributária, mas a Câmara reagiu. O deputado Augusto Coutinho também admite que o cabo de guerra entre as duas Casas é um fato. Com o novo movimento do Senado, ontem, o texto volta para Câmara, que pode alterá-lo, agravando a disputa por protagonismo que já estava instalada nas coxias.


Susto no ar 
Um voo que levava deputados federais pernambucanos, ontem, para Brasília teve um problema na válvula de combustível. Os parlamentares precisaram trocar de aeronave e acabaram se atrasando para os respectivos compromissos. A bordo, entre outros deputados, estavam: Marília Arraes, Ricardo Teobaldo, Sebastião Oliveira e Raul Henry.
Bandeira... > Ainda na manhã de ontem, Augusto Coutinho pediu, ao líder do governo, Major Vitor Hugo, que fossem tomadas medidas para que não fosse necessário chegar a colocar em votação um projeto de decreto legislativo capaz de sustar a decisão do governo em relação à cota de importação do etanol sem tarifa.
...branca > "De fato , isso é ruim para as relações exteriores do País", ponderou Augusto. Avaliou ainda: "Isso, de fato, é um enfrentamento desnecessário e, para imagem do País frente ao mercado externo, é muito ruim".
Termômetro > A votação da urgência do PDL foi vista por parlamentares como um termômetro para eventual votação do mérito. Na semana passada, deputados aprovaram a urgência desse PDL. Só o PSL e o Novo votaram contra.
Temperatura > Nas coxias, ontem, deputados faziam uma conta de que juntando a bancada do Nordeste com a Oposição, haveria votos suficientes para aprovar o projeto de decreto legislativo, que anularia decisão do governo. Mas alertam que o governo teria reagido e que parlamentares estariam receosos.
Radar > O senador Fernando Bezerra já declarou que a eleição do novo diretório nacional do MDB pode ser fator determinante para Miguel Coelho decidir se atravessa ou não para sigla. O favorito, hoje, na corrida é o deputado Baleia Rossi.
Raízes > O nome de Rossi surgiu como uma reação da bancada a uma articulação do senador Romero Jucá, no sentido de fazer o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, presidente nacional da sigla. 

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