Reforma política em curso para o day after

O relator quer que as mudanças sejam votadas até maio do ano que vem

Senadores debatem a questão do transporte remunerado privadoSenadores debatem a questão do transporte remunerado privado - Foto: Agência Senado

O segundo turno da eleição municipal de 2016 ainda não chegara ao fim e o Congresso Nacional já instalara a comissão especial da reforma política. O colegiado deverá debater uma variável que, no pleito deste ano, deu dor de cabeça aos candidatos: o financiamento de campanha. Além deste, o outro tema definido como eixo principal é sistema eleitoral. O sentimento predominante é o de que não há condição de retomar o financiamento privado, diante dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Por outro lado, os parlamentares consideram que o modelo vigente é inviável. Julgam que restou provado com a disputa de 2016 que não dá para fazer campanha com financiamento de pessoa física, nem esperar que os candidatos com melhores condições financeiras aportem recursos sem limite. Transportando o modelo paras as eleições gerais, que envolvem 27 estados e campanhas gigantescas como a presidencial, consideram ainda mais impossível que o fundo partidário dê conta. Um caminho considerado, hoje, mais aconselhável, por muitos, é o financiamento público. Fala-se em redução do fundo partidário e criação de um fundo eleitoral. Em consequência, há quem defenda a votação em lista fechada, ou seja, quem faz campanha é o partido, com lista pré-ordenada e pré-estabelecida. A tese do financiamento público, instrumento que o PT defende há algum tempo, também já encontra respaldo em proposta do deputado Marcus Pestana (PSDB/MG). Considerando que precisa haver consenso, a sinalização do tucanato se aproxima da posição histórica do PT.

O relator quer que as mudanças sejam votadas até maio do ano que vem

Sem caixa
Um dos representantes de Pernambuco, na comissão de reforma política, Betinho Gomes adverte: “Não vai ter recurso para financiar (eleições de 2018). O Brasil não tem cultura de doação de pessoa física”.

Recompensa >
Foi um gesto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articular para que o relator da comissão de reforma política fosse um nome do PT, Vicente Cândido (SP). Além de o PT ser a segunda maior bancada, membros do partido votaram em Rodrigo para presidência.

Na prática > Além de fazer um gesto com o PT, Rodrigo Maia busca ainda conseguir aprovar um relatório. Se não houver entendimento, não se aprova no plenário.

Vitamina > Tem café da manhã, hoje, mais uma vez, na casa do governador Paulo Câmara. O mesmo time de convidados do 1º turno deve comparecer, incluindo Jarbas Vasconcelos e Raul Henry, que devem acompanhar votação de Geraldo Julio.

Astros > Se no 1º turno, João Paulo votou às 14h18, hoje, o horário escolhido como de “potencial total” para ele ir até a urna foi 14h47.
Cofrinho 1 > Único candidato do PT em Capital, João Paulo, na última quinta, ainda aguardava um retorno do tesoureiro nacional da sigla, Márcio Macedo, sobre uma última ajuda financeira.

Cofrinho 2 > Na quarta, chegou a dar uma fugida da gravação na TV Jornal para falar com Macedo ao telefone. Na sexta, o senador Humberto Costa confirmou que a resposta do tesoureiro foi positiva.

Sombra > Humberto admite que o desgaste do PT nacional foi variável que “com certeza atrapalhou” o desempenho de João Paulo. “Naturalmente, isso aconteceu. Se não estivéssemos vivendo esse momento, as coisas seriam diferentes”, pondera.
Convite > No último debate do 2º turno (Globo), nenhum fato novo foi trazido pelos candidatos. Por vezes, eles até repetiram os mesmos assuntos em blocos diferentes. Já nos agradecimentos, Geraldo Julio convidou João Paulo, Daniel Coelho e Priscila Krause a “ajudar” sua gestão.

 

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