Renan defende Geddel e diz que houve 'interpretação indevida' de caso

"Parece que houve uma interpretação indevida", disse o senador.

Paulo Câmara (PSB) Paulo Câmara (PSB)  - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (22) que a polêmica envolvendo o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) é um "fato superado". "Parece que houve uma interpretação indevida", disse o senador.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero acusou Geddel de pressioná-lo a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais.

A pressão teria ocorrido pela aprovação do projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, em uma área tombada de Salvador.

Calero conta ter sido procurado pelo ministro que cuida da articulação política de Temer para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) aprovasse a proposta na capital baiana.

"É bom que isso fique para trás e que a convergência seja novamente construída", complementou Renan, correligionário de Geddel Vieira Lima.

Ainda conforme o presidente do Senado, apesar das acusações atingirem o ministro que cuida da articulação política do governo Temer, isso não irá atingir a pauta na Casa.

Ao tratar do caso nesta terça, o ministro chegou a chorar e disse que "o assunto está encerrado".

Na segunda (21), a Comissão de Ética da Presidência da República abriu processo para investigar a conduta de Geddel, que terá dez dias para se manifestar.

Para a oposição no Congresso, o ministro incorreu em crime. Também na segunda, o PT recorreu à PGR (Procuradoria-Geral da República) com pedido de abertura de inquérito e afastamento do peemedebista.

Veja também

TCU veta que governo anuncie em site que promove ilegalidade
Política

TCU veta que governo anuncie em site que promove ilegalidade

STF pressiona contra redução salarial e corte de penduricalhos
Política

STF pressiona contra redução salarial e corte de penduricalhos