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Eleições 2026

Renúncia de vice e bolsonarismo na Assembleia atrapalham sucessão de governadora petista no RN

Fátima Bezerra deseja emplacar o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, na corrida pelo Executivo estadual, mas eleição indireta para "governo tampão" traz dificuldade

A governador do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra A governador do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra  - Foto: Everton Dantas/Divulgação

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), afirmou nesta segunda-feira que comunicou à governadora Fátima Bezerra (PT) que não assumirá o Executivo estadual em abril, quando ela deixará o posto par disputar o Senado.

A decisão de Alves, que planeja uma candidatura a deputado estadual, atrapalha os planos de sucessão de Bezerra diante da previsão constitucional que, neste caso, a Assembleia Legislativa deve realizar uma eleição indireta para escolher um governador-tampão.

Bezerra apoia o secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), como sucessor. A escolha da Assembleia por um nome de oposição para o possível “governo tampão”, por outro lado, é vista com preocupação pelo entorno da governadora.

Em nota divulgada nesta terça-feira, Alves afirma que cientificou a governadora que a posição do MDB no Rio Grande do Norte é “de caminhar com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD”. Ele afirma que a decisão de apoiar a chapa de oposição foi tomada após consulta aos correligionários.

Por outro lado, o vice-governador diz que ratificou o posicionamento de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

A eleição indireta na Assembleia torna o panorama para a disputa pelo governo aberta. O que pesa contra Bezerra é a capilaridade do PL na Casa, que deve responder por cerca de um terço dos votos após a saída da governadora. O cenário dificultaria a eleição de um nome apoiado por ela no estado, que é o berço eleitoral do líder da oposição, Rogério Marinho (PL).

A base governista na Assembleia, composta de PT e PV, ocupa seis cadeiras, mesma quantidade do PL. Há, no entanto, a expectativa que a bancada bolsonarista cresça com a janela partidária e se torne a maior da Casa. Já a coligação União Brasil e PP tem três cadeiras, enquanto o PSDB ocupa seis.

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