Repetindo os ritos adotados por Dilma

Repetindo os ritos adotados por Dilma

Dilma RousseffDilma Rousseff - Foto: Alan Marques/Folhapress

Ainda que o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, tenha assegurado, na quinta-feira (1º), que a posição do PSDB, "na sua linha dominante, é de que é um partido que apoia o governo e que sustentará o governo", tal entendimento não prevalece na bancada tucana na Câmara Federal. No mesmo dia que o chanceler deu tais declarações, o deputado Betinho Gomes emitiu duras críticas ao fato de Michel Temer ter reeditado medida provisória, que garante o foro do ministro Moreira Franco. O PSDB tem quatro ministros e um deles é Bruno Araújo, de Pernambuco. Nem por isso Betinho poupou o Planalto. A MP que criou a Secretaria Geral da Presidência da venceria hoje, motivação para Temer reeditá-la. Nas palavras de Betinho, isso foi um "erro grave".

O tucano arremessa: "Existe uma sustentação de que essa medida é inconstitucional, porque teria que atender dois pressupostos: urgência e relevância. E essa não atende uma coisa nem outra. O fato é político". O Parlamentar compara o rito ao adotado por Dilma Rousseff, quando ela "queria salvar Lula e manobrou para dar foro a ele". E os demais capítulos que se seguem do governo Temer vão se assemelhando aos momentos terminais da gestão Dilma. Na tentativa de desarmar riscos, Temer submete-se à chantagem de deputados, que rejeitam o Ministério da Transparência e exigem Cultura, assim como deu-se com Dilma, que acabou , nas tentativas finais de angariar apoio, oferecendo a pasta da Saúde ao PMDB. Naquela ocasião, a petista também tentava trazer o PSB para o governo - outra cena que parece se repetir.

Questão de fuso horário
Diante da posição de Aloysio Nunes, divergente da bancada, Betinho Gomes tira a seguinte conclusão: "Provavelmente, o fuso horário está influenciando. Ele não deve estar acompanhando a discussão daqui". Aloysio encontrava-se em Washington.

Nem venha > Ontem, ao anunciar R$ 226 milhões em investimentos para Pernambuco, dos quais R$ 201 mi para 2.697 unidades do Minha Casa Minha Vida e R$ 25 mi para o Cartão Reforma, Bruno Araújo o fez na sede do Ministério das Cidades, no Recife, sem a presença de Paulo Câmara, que pedira o benefício.

Na conta > O deputado Álvaro Porto endureceu de vez o discurso na direção do governo Paulo Câmara, mas guarda marcas de tratamentos nada afáveis recebidos. Não esqueceu do dia em que o governador, durante assinatura de ordem de serviço, em Paulista, citou os demais deputados sem incluir seu nome. "Quase que eu pergunto: `E eu, governador?`", sapeca Porto, bem-humorado.

Maus olhos > Entre governistas, a iniciativa de alguns prefeitos de pedirem que suas cidades fossem incluídas em situação de emergência foi definida como "forçação de barra", sobretudo nos casos daqueles que manterão festas de São João com grandes atrações.

Sem festa > Na reunião que teve com a bancada estadual, Paulo Câmara avisou, aos deputados, que não vai a uma festa junina, enquanto ainda houver um desabrigado no Estado.

Socorro > Aos parlamentares, o governador reforçou a prorrogação de prazos de ICMS e abertura de linhas de crédito para comerciantes atingidos, como a coluna antecipou. E sinalizou socorro também para agricultores - essa era uma preocupação dos parlamentares.

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