GOVERNO FEDERAL

Reunião de Lula com ministros tem cobrança de Padilha a colegas e crítica à taxa de juros

Lula comentou que programa para carros populares deve ser prorrogado

Lula na reunião ministerialLula na reunião ministerial - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A reunião ministerial realizada nesta quinta-feira (15) no Palácio do Planalto, ainda em andamento, teve até agora como pontos principais a cobrança feita aos colegas pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em razão dos problemas na relação do governo com o Congresso e as críticas à taxa de juros.

Durante uma fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que o programa de incentivo ao carro popular deve ser prorrogado porque está “sendo um sucesso”.

Ameaçada de perder o cargo, a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, fez uma citação:

– Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!

Em sua fala, Padilha disse que o governo tem passado uma imagem de avesso aos parlamentares, apesar de ter craques da política, como Lula, comparado por ele a Pelé, e Alckmin, comparado a Tostão. De acordo com o ministro, as pastas precisam se abrir ao Congresso e convidar deputados e senadores para agendas como uma forma de ampliar a relação.

Também se queixou de que há uma relação de indicações feitas por políticos para cerca de 400 cargos que não foram preenchidos. Padilha disse que os nomes não foram sequer incluídos no sistema mesmo passados, em alguns casos, três meses da apresentação da indicação. O ministro pediu que os colegas agilizem as nomeações para contentar os parlamentares.

Em outro momento, Haddad afirmou que o governo enfrenta uma certa alienação por parte do Banco Central que não reduz as taxas de juros. Nesse momento, o ministro dos Transportes, Renan Filho, comentou que a mobilização pela redução dos juros está tão forte, que até Haddad e Simone Tebet (Planejamento), de perfil mais sóbrio, passaram a cobrar o BC.

 

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